terça-feira, 28 de julho de 2009
LULA X PT
editorial de o globo
Do alto da sua popularidade, o presidente Lula poderia esperar menos problemas na montagem de alianças regionais para ajudar a viabilizar a candidatura de Dilma Rousseff. Seria uma previsão lógica que o PT, partido do presidente, se comportasse com docilidade diante do plano do líder de, nas chapas estaduais, fazer o possível para dar prioridade ao PMDB, partido que tem dado sustentação ao governo, e é dono de poderosa máquina eleitoral.
Mas não é o que acontece. Se tucanos paulistas e mineiros se bicam por causa da disputa entre os governadores Serra e Aécio para saber quem enfrentará o candidato de Lula ao Palácio, as refregas petistas, cada vez mais visíveis, não ficam atrás. Mas elas são de outra ordem, não envolvem choques entre pré-candidatos, pois não há quem possa, na legenda, fazer frente a um nome avalizado por Lula. Só mesmo ele para impor ao partido uma pessoa sem qualquer experiência eleitoral e arrebanhada em outra legenda, o PDT. Mas este dedazo de Lula, uma indicação no melhor estilo do velho PRI mexicano, para ter alguma chance nas urnas requer o engavetamento de projetos eleitorais de petistas em vários estados.
Aqui, começa o choque entre o lulismo e o petismo, fricção a ganhar grandes proporções à medida que 2010 se aproxima. A nota emitida pelo senador Aloizio Mercadante, na sexta, em que o líder da bancada petista no Senado apoia o licenciamento de Sarney da presidência da Casa, pode ser lida, também, como sintoma do mal-estar existente em São Paulo com a imposição lulista do projeto eleitoral de Dilma.
Não será mesmo fácil fazer o PT aceitar Ciro Gomes (PSB) para disputar o Palácio dos Bandeirantes, maneira encontrada pelo lulismo de retirá-lo da corrida ao Planalto, na qual pode roubar votos nordestinos de Dilma. No mesmo dia em que Mercadante emitia a nota - cuja importância o Planalto tenta reduzir, no mínimo num descredenciamento do senador -, o ex-ministro e deputado cassado José Dirceu, soldado a serviço dos planos de Lula, postava no blog de Ricardo Noblat, no site do GLOBO, artigo de crítica a iniciativas do PT em vários estados, na costura de alianças que desconsideram a estratégia lulista.
Dirceu se preocupa com o risco de o PT, ao se guiar por cenários regionais, comprometer a candidata do Planalto nos grandes colégios eleitorais do país - São Paulo, Minas e Rio -, onde considera que a eleição presidencial será decidida. Os próximos meses mostrarão se a criatura (PT) obedecerá a seu criador (Lula). Ou se tendem a tomar caminhos distintos. Lula demonstra ter autonomia, pois conseguiu pairar sobre os partidos. Quanto ao PT, não se sabe.
Fonte: Blog do Noblat
sábado, 25 de julho de 2009
O ATO E O VOTO SECRETO
Por Carlos Chagas
A história é antiga mas oportuna. Com a Revolução de 1930, estabeleceu-se o voto secreto no país. Três anos depois deu-se a primeira eleição, para a Assembléia Nacional Constituinte. No sertão, um fazendeiro preparou os peões para votar, distribuindo um envelope lacrado para cada um, com a cédula dentro.
Antes de entrar no caminhão para levá-los à cidade, um deles, mais ousado, disse ao fazendeiro que gostaria de saber em quem estava votando. Resposta: “seu cabra safado! Não sabe que o voto é secreto?”
Vale o mesmo, hoje, para os atos secretos baixados pelo Senado. Não há um senador que, perguntado, deixe de afirmar que ignorava a existência desses atos. E todos, sem exceção, completam: “se eram secretos, como eu poderia saber?”
Ainda a respeito, haverá pelo menos que reconhecer a ingenuidade verificada nos truculentos anos da ditadura militar.
A temporada do absurdo foi inaugurada no Diário Oficial com o seguinte comunicado: “Decreto-secreto número um. Assinado: presidente Garrastazu Médici e ministros Orlando Geisel, Alfredo Buzaid, Delfim Netto e outros.” O conteúdo, soube-se depois, designava o ministro do Exército como chefe e responsável por todo o aparato de repressão no Brasil...
A GUERRA EM DIVERSAS FRENTES
O senador Wellington Salgado, da tropa de choque do senador José Sarney, avisa o PT, as oposições e os dissidentes dos partidos do governo que a guerra tem dois lados. Alerta para o fato de que os defensores do presidente do Senado sabem atirar e passarão da defesa ao ataque, representando contra colegas também acusados de faltar com o decoro parlamentar, hoje insurrectos contra Sarney.
Pode estar enganado o suplente do ministro Hélio Costa, porque as guerras, geralmente, tem mais de um lado. Que o digam os alemães, derrotados em 1918 e em 1945 por fazerem guerra em duas frentes.
No caso do Senado, seu presidente luta contra o PSDB, o DEM e o PPS, mas, ao mesmo tempo, contra setores do PMDB, do PT, do PDT, do PTB e de partidos menores, sem esquecer o ministro da Justiça, diversos governadores, a imprensa e a opinião pública. São exércitos independentes mas voltados, todos, para tomar Berlim (perdão, para destruir Sarney). Depois, começará a guerra-fria.
A PÉRFIDA ALBION
Caiu a máscara. Diretamente da Inglaterra chegaram ao porto de Santos e foram descarregados 99 containers cheios de lixo. Nada menos do que 1.600 toneladas envolvendo toda sorte de refugo dos lares, até de hospitais, fábricas e casas comerciais da ilha. Diante da reação brasileira, estão inventando tratar-se de um deslize de três empresários ingleses especializados em reciclagem de material aproveitável para novas finalidades. É mais um golpe da “pérfida Albion”, porque nenhum navio deixa seus portos sem documentação precisa do conteúdo a ser exportado. Queriam livrar-se mesmo do lixo, imaginando que o Brasil encontraria meios de absorvê-lo, ainda pagando por ele.
Quando primeira-ministra, Margareth Tatcher sugeriu que as nações pobres e endividadas vendessem suas riquezas para saldar empréstimos. De olho na Amazônia, nos nossos recursos minerais, na água abundante e quem sabe até no petróleo do pré-sal, a bruxa fez sucesso junto aos governos da Europa desenvolvida, mas, felizmente, não logrou êxito em sua proposta. Tantos anos depois, a Inglaterra inverte a equação e vende seu lixo. O governo Lula já tarda em mandar de volta os 99 containers...
EXCEÇÃO GAÚCHA?
O PT do Rio Grande do Sul acaba de demonstrar que nem tudo está perdido em termos de independência partidária. Lançou a pré-candidatura do ministro Tarso Genro ao governo do estado como sinal de que não haverá possibilidade de apoiar o provável candidato do PMDB, José Fogaça, nem qualquer outro aliado. Importa saber se a atitude dos gaúchos é exceção ou se começa a fazer regra, não admitindo vender sua sobrevivência em troca de um incerto apoio de outros partidos à candidatura presidencial de Dilma Rousseff.
Se a moda pega entre os companheiros de São Paulo, Minas, Rio de Janeiro, Pernambuco, Ceará e outros estados, eles mostrarão estar vivos, mesmo contestando seu chefe e arriscando-se a ser derrotados. Mas lutando.
Cruzar os braços e engolir Ciro Gomes, Hélio Costa, Sérgio Cabral, Eduardo Campos, Cid Gomes e outros. em nome de uma discutível eleição de Dilma Rousseff pode equivaler a comprar passaporte para drástica redução de suas bancadas no Congresso.
Fonte: Cláudio Humberto
A história é antiga mas oportuna. Com a Revolução de 1930, estabeleceu-se o voto secreto no país. Três anos depois deu-se a primeira eleição, para a Assembléia Nacional Constituinte. No sertão, um fazendeiro preparou os peões para votar, distribuindo um envelope lacrado para cada um, com a cédula dentro.
Antes de entrar no caminhão para levá-los à cidade, um deles, mais ousado, disse ao fazendeiro que gostaria de saber em quem estava votando. Resposta: “seu cabra safado! Não sabe que o voto é secreto?”
Vale o mesmo, hoje, para os atos secretos baixados pelo Senado. Não há um senador que, perguntado, deixe de afirmar que ignorava a existência desses atos. E todos, sem exceção, completam: “se eram secretos, como eu poderia saber?”
Ainda a respeito, haverá pelo menos que reconhecer a ingenuidade verificada nos truculentos anos da ditadura militar.
A temporada do absurdo foi inaugurada no Diário Oficial com o seguinte comunicado: “Decreto-secreto número um. Assinado: presidente Garrastazu Médici e ministros Orlando Geisel, Alfredo Buzaid, Delfim Netto e outros.” O conteúdo, soube-se depois, designava o ministro do Exército como chefe e responsável por todo o aparato de repressão no Brasil...
A GUERRA EM DIVERSAS FRENTES
O senador Wellington Salgado, da tropa de choque do senador José Sarney, avisa o PT, as oposições e os dissidentes dos partidos do governo que a guerra tem dois lados. Alerta para o fato de que os defensores do presidente do Senado sabem atirar e passarão da defesa ao ataque, representando contra colegas também acusados de faltar com o decoro parlamentar, hoje insurrectos contra Sarney.
Pode estar enganado o suplente do ministro Hélio Costa, porque as guerras, geralmente, tem mais de um lado. Que o digam os alemães, derrotados em 1918 e em 1945 por fazerem guerra em duas frentes.
No caso do Senado, seu presidente luta contra o PSDB, o DEM e o PPS, mas, ao mesmo tempo, contra setores do PMDB, do PT, do PDT, do PTB e de partidos menores, sem esquecer o ministro da Justiça, diversos governadores, a imprensa e a opinião pública. São exércitos independentes mas voltados, todos, para tomar Berlim (perdão, para destruir Sarney). Depois, começará a guerra-fria.
A PÉRFIDA ALBION
Caiu a máscara. Diretamente da Inglaterra chegaram ao porto de Santos e foram descarregados 99 containers cheios de lixo. Nada menos do que 1.600 toneladas envolvendo toda sorte de refugo dos lares, até de hospitais, fábricas e casas comerciais da ilha. Diante da reação brasileira, estão inventando tratar-se de um deslize de três empresários ingleses especializados em reciclagem de material aproveitável para novas finalidades. É mais um golpe da “pérfida Albion”, porque nenhum navio deixa seus portos sem documentação precisa do conteúdo a ser exportado. Queriam livrar-se mesmo do lixo, imaginando que o Brasil encontraria meios de absorvê-lo, ainda pagando por ele.
Quando primeira-ministra, Margareth Tatcher sugeriu que as nações pobres e endividadas vendessem suas riquezas para saldar empréstimos. De olho na Amazônia, nos nossos recursos minerais, na água abundante e quem sabe até no petróleo do pré-sal, a bruxa fez sucesso junto aos governos da Europa desenvolvida, mas, felizmente, não logrou êxito em sua proposta. Tantos anos depois, a Inglaterra inverte a equação e vende seu lixo. O governo Lula já tarda em mandar de volta os 99 containers...
EXCEÇÃO GAÚCHA?
O PT do Rio Grande do Sul acaba de demonstrar que nem tudo está perdido em termos de independência partidária. Lançou a pré-candidatura do ministro Tarso Genro ao governo do estado como sinal de que não haverá possibilidade de apoiar o provável candidato do PMDB, José Fogaça, nem qualquer outro aliado. Importa saber se a atitude dos gaúchos é exceção ou se começa a fazer regra, não admitindo vender sua sobrevivência em troca de um incerto apoio de outros partidos à candidatura presidencial de Dilma Rousseff.
Se a moda pega entre os companheiros de São Paulo, Minas, Rio de Janeiro, Pernambuco, Ceará e outros estados, eles mostrarão estar vivos, mesmo contestando seu chefe e arriscando-se a ser derrotados. Mas lutando.
Cruzar os braços e engolir Ciro Gomes, Hélio Costa, Sérgio Cabral, Eduardo Campos, Cid Gomes e outros. em nome de uma discutível eleição de Dilma Rousseff pode equivaler a comprar passaporte para drástica redução de suas bancadas no Congresso.
Fonte: Cláudio Humberto
quinta-feira, 23 de julho de 2009
EM DEFESA DO PT
Enviado por Ricardo Noblat -
O que o PT fez de mal a Lula para que ele o humilhe dessa forma?
O partido jamais teve afinidade com o senador José Sarney (PMDB-AP).
Lula, contudo, obriga o partido a defender Sarney às custas de um tremendo desgaste.
O PT não escolheu Dilma Rousseff para ser candidata a presidente. Por iniciativa própria, jamais a escolheria.
Lula empurrou a candidatura de Dilma goela a baixo do PT. E exige que o PT se prejudique nas próximas eleições estaduais para poder assegurar o apoio do PMDB à Dilma.
O coração do PT é paulista. Foi ali que o partido nasceu. Ali vicejaram Lula e as demais estrelas de primeira grandeza do PT.
Lula está empenhado em fazer de Ciro Gomes (PSB-CE) o candidato do PT ao governo de São Paulo.
Sabe de antemão que Ciro perderá. Quer apenas infernizar a vida do arquiinimigo de Ciro, o governador José Serra (PSDB), para facilitar a eleição de Dilma.
Dane-se o PT mais uma vez.
Não é o PT que governa com Lula. É o ABC paulista. São os irmãos de fé, camaradas de Lula de sua época de sindicato. E o pessoal do Instituto da Cidadania que ele montou dentro do PT.
No final da ditadura militar de 64, ao se referir ao Serviço Nacional de Informações (SNI), o general Golbery do Couto e Silva reconhecia que criara um monstro. Acabou vítima dele.
Lula criou o PT para chegar à presidência da República e, em seguida, desfibrá-lo.
O PT acabou vítima dele.
O que o PT fez de mal a Lula para que ele o humilhe dessa forma?
O partido jamais teve afinidade com o senador José Sarney (PMDB-AP).
Lula, contudo, obriga o partido a defender Sarney às custas de um tremendo desgaste.
O PT não escolheu Dilma Rousseff para ser candidata a presidente. Por iniciativa própria, jamais a escolheria.
Lula empurrou a candidatura de Dilma goela a baixo do PT. E exige que o PT se prejudique nas próximas eleições estaduais para poder assegurar o apoio do PMDB à Dilma.
O coração do PT é paulista. Foi ali que o partido nasceu. Ali vicejaram Lula e as demais estrelas de primeira grandeza do PT.
Lula está empenhado em fazer de Ciro Gomes (PSB-CE) o candidato do PT ao governo de São Paulo.
Sabe de antemão que Ciro perderá. Quer apenas infernizar a vida do arquiinimigo de Ciro, o governador José Serra (PSDB), para facilitar a eleição de Dilma.
Dane-se o PT mais uma vez.
Não é o PT que governa com Lula. É o ABC paulista. São os irmãos de fé, camaradas de Lula de sua época de sindicato. E o pessoal do Instituto da Cidadania que ele montou dentro do PT.
No final da ditadura militar de 64, ao se referir ao Serviço Nacional de Informações (SNI), o general Golbery do Couto e Silva reconhecia que criara um monstro. Acabou vítima dele.
Lula criou o PT para chegar à presidência da República e, em seguida, desfibrá-lo.
O PT acabou vítima dele.
segunda-feira, 20 de julho de 2009
A FALTA QUE FAZ AO PAPA UM POUCO DE MAXISMO

A nova encíclia de Bento XVI Caritas in Veritate de 7 de julho último é uma tomada de posição da Igreja face à crise atual
O complexo das crises que atingem a humanidade e que comportam ameças severas sobre o sistema da vida e seu futuro demandaria um texto profético, carregado de urgência.
Mas não é isso que recebemos senão uma longa e detalhada reflexão sobre a maioria dos problemas atuais que vão da crise econômica ao turismo, da biotecnologia à crise ambiental e projeções sobre um Governo mundial da Globalização.
O gênero não é profético, o que suporia“uma análise concreta de uma situação concreta”. Esta possibilitaria investir contra os problemas em tela na forma de denúncia-anúncio. Mas não é da natureza deste Papa ser profeta.
Ele é um doutor e um mestre. Elabora o discurso oficial do Magistério, cuja perspectica não é de baixo, da vida real e conflitiva, mas de cima, da doutrina ortodoxa que esfuma as contradições e minimaliza os conflitos.
A tônica dominante não é a da análise, mas da ética, do dever-ser.
Como não faz análise da realidade atual, extremamente complexa, o discurso magisterial permance principista, equilibrista e se define por sua indefinição.
Como não faz análise da realidade atual, extremamente complexa, o discurso magisterial permance principista, equilibrista e se define por sua indefinição.
O subexto do texto, ou o não-dito no dito, remete a uma inocência teórica que inconscientemente assume a ideologia funcional da sociedade dominante. Já se nota na abordagem do tema central – o desenvolvimento – hoje tão criticado por não tomar em conta os limites ecológicos da Terra.
Disso a encíclica não fala nada. A visão é de que o sistema mundial se apresenta fundamentalmente correto. O que existe são disfunções e não contradições. Esse diagnóstico sugere a seguinte terapia, semelhante a do G-20: retificações e não mudanças, melhorias e não troca de paradigma, reformas e não libertações.
É o imperativo do mestre: “correção”, não a do profeta:”conversão”.
Ao lermos o texto, longo e pesado, terminamos por pensar: como faria bem ao atual Papa um pouco de marxismo! Este, a partir dos oprimidos, tem o mérito de desmascarar as oposições presentes no sistema atual, pôr à luz os conflitos de poder e denunciar a voracidade incontida da sociedade de mercado, competitiva, consumista, nada cooperativa e injusta.
Ao lermos o texto, longo e pesado, terminamos por pensar: como faria bem ao atual Papa um pouco de marxismo! Este, a partir dos oprimidos, tem o mérito de desmascarar as oposições presentes no sistema atual, pôr à luz os conflitos de poder e denunciar a voracidade incontida da sociedade de mercado, competitiva, consumista, nada cooperativa e injusta.
Ela representa um pecado social e estrutural que sacrifica milhões no altar da produção para o consumo ilimitado. Isso caberia ao Papa profeticamente denunciar. Mas não o faz.
O texto do Magistério, olimpicamente fora e acima da situação conflitiva atual, não é ideologicamente “neutro”como pretende.
O texto do Magistério, olimpicamente fora e acima da situação conflitiva atual, não é ideologicamente “neutro”como pretende.
É um discurso reprodutor do sistema imperante que faz sofrer a todos especialmente os pobres.
Isso não é questão de Bento XVI querer ou não querer mas da lógica estrutural de seu tipo de discurso magisterial.
Por renunciar a uma análise critica séria, paga um preço alto em ineficácia teórica e prática. Não inova, repete.
E ai perde uma enorme oportunidade de se dirigir à humanidade num momento dramático da história, a partir do capital simbólico de transfomação e de esperança, contido na mensagem cristã.
E ai perde uma enorme oportunidade de se dirigir à humanidade num momento dramático da história, a partir do capital simbólico de transfomação e de esperança, contido na mensagem cristã.
Esse Papa não valoriza o novo céu e a nova Terra, que podem ser antecipados pelas práticas humanas, apenas conhece essa vida decadente e, por si mesma insustentável (seu pessimismo cultural) e a vida eterna e o céu que ainda virão.
Afasta-se assim da grande mensagem bíblica que possui consequências políticas revolucionárias ao afirmar que a utopia terminal do Reino da justiça, do amor e da liberdade só será real na medida em que se construirem e anteciparem, nos limites do espaço e do tempo histórico, tais bens entre nós.
Curiosamente, abstraindo de laivos fideistas recorrentes (“só através da caridade cristã é possviel o desenvolvimento integral”), quando se “esquece” do tom magisterial, na parte final da encíclica, introduz coisas sensatas como a reforma da ONU, a nova arquitetura econômico-financeira internacional, o conceito do Bem Comum do Globo e a inclusão relacional da família humana.
Parafraseando Nietzsche:”quanto de análise crítica o Magistério da Igreja é capaz de incorporar”?
Leonardo Boff é autor de Igreja:carisma e poder, Record 2005.
Curiosamente, abstraindo de laivos fideistas recorrentes (“só através da caridade cristã é possviel o desenvolvimento integral”), quando se “esquece” do tom magisterial, na parte final da encíclica, introduz coisas sensatas como a reforma da ONU, a nova arquitetura econômico-financeira internacional, o conceito do Bem Comum do Globo e a inclusão relacional da família humana.
Parafraseando Nietzsche:”quanto de análise crítica o Magistério da Igreja é capaz de incorporar”?
Leonardo Boff é autor de Igreja:carisma e poder, Record 2005.
Fonte: Blog do Noblat
sábado, 18 de julho de 2009
Contraponto - Dois pês, dois pesos diferentes.

Esta semana uma noticia foi veiculada nacionalmente em espaço televisivo, uma pesquisa de opinião pública auferindo valores e censura aos diversos segmentos profissionais.
Uma das categorias me perrmitiu refletir um pouco mais, elas tem muito haver com o cotidiano das massas.
Sem querer aprofundamento detalhado das demais categorias preferimos comentar o resultado dos dois " PÊS" - o professor e o poltico, foram analisados diante a otica fundamental da consciência coletiva da população. Finalmente o professor recebeu melhor conceituação.
O PROFESSOR TRABALHA,
o politico ganha o salário,
o professor tem o conhecimento do que realiza,
o politico recebe o sustento do que professor fez,
o professor fica exausto com seu labor rotineiro,
o politico gosa o repouso em seu lugar ganhando dinheiro.
o professor tem o consolo do que faz, um simples parabéns lhe satisfaz,
o politico o prestigio de fazer e desfazer sem ser importunado,
o professor tem sacrificio pra sobreviver lutando arduamente,
o politico descansadamente tem o prestigio, recebe poder até sem merecer.
o professor tem vocação pra ensinar,
o politico a cultura do atrapalhar,
o professor a dignidade de afirmar,
o politico a mania de negar...
São tantos paralelos traçados de forma desconexa, que outrros comparativos serão criados de acordo com a inteligência de cada um... Assim mesmo, sinto-me feliz por fazer parte do mesmo universo.
O professor me contempla pelo "Ser" embazador de consciência, formador de opinião sem os vicios pervertidos da falta de coerência ou escassês de principios.
E o politico me agrada por não ter ambições que me levem perder a moral e a decência pelas vantagens do poder. Mesmo sabendo que fraco é o poder que não pode.
Onde for ou onde estiver, estarei sempre de cabeça erguida.
Um canalha a mais não enriquece ninguém, mas um o bom caráter a menos trás grandes prejuizos a sociedade.
quinta-feira, 16 de julho de 2009
NOTAS E COMENTÁRIOS - TN
Pesquisa do PSDB O diretório nacional do PSDB recebeu pesquisas referentes às preferências dos eleitores de dois dois estados para o Senado. “No Rio Grande do Norte, os senadores Garibaldi Alves (PMDB) e José Agripino (DEM) têm 69% e a governadora Wilma Faria (PSB), 44%”, informou a coluna Panorama Político, do jornal O Globo. “Em Sergipe, o Senador Antonio Valadares (PSB) tem 31,7%, À sua frente, os deputados Albano Franco (PSDB), com 34,9%, e Jackson Barreto (PMDB), com 33,8%”, acrescentou a coluna e lembrou que no próximo ano são duas vagas em jogo para o Senado por Estado.Divisão da base
O vice-governador Iberê Ferreira de Sousa alertou ontem, numa entrevista à rádio 96 FM, que a divisão da base aliada do governo Wilma depois que for definido o candidado na sucessão estadual poderia derrotar o grupo na disputa eleitoral. “Todos somos políticos maduros e sabemos que nossa divisão pode nos levar à derrota”, afirmou.
ZPE e Assu
O projeto de lei que cria a Zona de Processamento de Exportação em Assu será apreciado na Comissão e Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio da Câmara depois do recesso parlamentar. O projeto passou no Senado e na Câmara tem como relator o deputado João Maia. As ZPEs foram criadas pela Lei nº 11.508, de 20 de julho de 2007, e existem para facilitar a industrialização e a inserção competitiva das regiões menos desenvolvidas no comércio internacional.
Substituição na Receita
Do senador Garibaldi Filho, num pronunciamento, em plenário, ao comentar a saída de Lina Vieira da Secretaria da Receita Federal: “Só lamento que deram pouco tempo, um tempo muito exíguo, para que ela pudesse mostrar, demonstrar, de uma maneira exuberante, o que ela fez nos cargos que até agora exerceu”. Detalhe: Lina Vieira foi secretária de Tributação no período em que Garibaldi estava no governo do Estado.
Incentivo à pecuária
Amanhã, às 10h, a governadora Wilma de Faria sancionará o projeto “Boi da Terra”, de autoria do deputado estadual Walter Alves (PMDB), que incentiva a agropecuária potiguar com a isenção de ICMS. O projeto estende a isenção de ICMS (da qual já desfrutam os criadores de ovinos e caprinos) para os pecuaristas de gado de corte na venda do produto no mercado doméstico. O projeto resgata uma antiga reivindicação dos criadores ao propor a instituição de um selo de qualidade e origem para a carne do boi nascido, criado e abatido no Rio Grande do Norte.
LDO aprovado
A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) do Município foi aprovada ontem com 10 emendas, das quais nove foram de consenso entre as bancadas de oposição e situação. A única polêmica surgiu ao final da sessão, quando a Mesa Diretora apresentou uma proposta incluindo a previsão de aumento dos procuradores concursados da Câmara, a partir de janeiro do próximo ano. O percentual do reajuste não é definido na LDO. Precisa de lei específica.RecessoA votação da LDO, ontem na Câmara, ainda não deu início ao recesso do Legislativo Municipal.
Amanhã, além de sessões solenes pelo aniversário do América Futebol Clube e para receber a comitiva portuguesa participante da “Semana de Lisboa em Natal”, também haverá uma sessão ordinária, no início da manhã, com objetivo de apreciar em segunda votação o projeto de lei, do vereador Hermano Morais (PMDB), que assegura o aumento concedido aos agentes de endemias e de saúde do Município. Esses profissionais recebem hoje R$ 532 e passarão a ganhar R$ 850 até janeiro do próximo ano, em reajustes escalonados que se iniciam em julho. Daí a necessidade de aprovar a proposta antes do recesso, que só termina em 3 de agosto.
Criticas de JM
Pré-candidato ao Governo pelo PR, o deputado federal João Maia não poupa críticas a administração de Wilma de Faria. Mesmo afirmando que continua aliado da chefe do Executivo Estadual, ele chama atenção para os problemas da saúde e da segurança pública. “Eu não tenho a cara de pau de dizer que a educação, que tem um secretário brilhante como Rui Pereira, está fantástica. Que a saúde está fantástica, que a segurança publica está fantástica, que a geração de emprego está fantástica. Eu não sei mentir. Nem tenho conveniência e nem convicção pra sair dizendo isso”, disse o deputado, que concedeu entrevista a Rádio Caicó AM.
quarta-feira, 15 de julho de 2009
CONTRAPONTO - A CIÊNCIA POLITICA NADA TEM HAVER COM A POLITICAGEM

Ciência política e suas conceituações
Ciência política é o estudo da política — dos sistemas políticos, das organizações e dos processos políticos. Envolve o estudo da estrutura (e das mudanças de estrutura) e dos processos de governo — ou qualquer sistema equivalente de organização humana que tente assegurar segurança, justiça e direitos civis. Os cientistas políticos podem estudar instituições como corporações(ou empresas, no Brasil), uniões (ou sindicatos, no Brasil), igrejas, ou outras organizações cujas estruturas e processos de ação se aproximem de um governo, em complexidade e interconexão.
Existe no interior da ciência política uma discussão acerca do objeto de estudo desta ciência, que, para alguns, é o Estado e, para outros, o poder. A primeira posição restringe o objeto de estudo da ciência política; a segunda amplia. A posição da maioria dos cientistas políticos, segundo Maurice Duverger, é essa visão mais abrangente de que o objeto de estudo da ciência política é o poder.
O termo "ciência política" foi cunhado em 1880 por Herbert Baxter Adams, professor de História da Universidade Johns Hopkins.
A ciência política é a teoria e prática da política e a descrição e análise dos sistemas políticos e do comportamento político.
A ciência política abrange diversos campos, como a teoria e a filosofia políticas, os sistemas políticos, ideologia, teoria dos jogos, economia política, geopolítica, geografia política, análise de políticas públicas, política comparada, relações internacionais, análise de relações exteriores, política e direito internacionais, estudos de administração pública e governo, processo legislativo, direito público (como o direito constitucional) e outros.
A ciência política emprega diversos tipos de metodologia. As abordagens da disciplina incluem a filosofia política clássica, interpretacionismo, estruturalismo, behaviorismo, racionalismo, realismo, pluralismo e institucionalismo. Na qualidade de uma das ciências sociais, a ciência política usa métodos e técnicas que podem envolver tanto fontes primárias (documentos históricos, registros oficiais) quanto secundárias (artigos acadêmicos, pesquisas, análise estatística, estudos de caso e construção de modelos).
A POLITICAGEM E SEUS EFEITOS NA SOCIEDADE
A politicagem é a prática avessa dos acontecimentos corretos, dignos e justos.
È a deturpação moral do procedimento coletivo em beneficio pessoal.
É a barganha individualizada do interesse próprio, do favorecimento isolado de um grupo em
detrimento do alcance social e coletivo de uma maioria, sem escolaridade e meios efetivos de repudiar essas ações.
A politicagem só ver o "EU" jamais alcança o "Nós". Prescinde sempre de uma vantagem particularizada sem preocupação do prejuizo alheio.
É a pratica comum do que: estando bem pra mim, o restante que se lixe.
É o uso constante e rotineiro do subir nos ombros alheios, sem lembrar da força e do sacrificio de quem abestalhadamente serve de sustentação para quem alcança a escalada do poder... subindo degrau por degrau as custas de suas energias.
Politicagem é sempre a lição dada por quem faz uso da conquista, um trampolim imediato para se superproteger.
É também o exemplo biblico e explorador de "Segundo Matheus primeiro os meus".
É ainda o reflexo de quem se imagina imbativel, de quem não reconhece limites e não obedece principios da gratidão ou do reconhecimento.
É finalmente uma célula cancerígena, dizimadora da sociedade, alguns protagonistas inseridos no poder de fazer, findam deixando de realizar o bom e o melhor, prometida diante de uma multidão de apaixonados.
É arte de enganar sem prestar contas no SPC.
A politicagem estabelece regras e doutrinas aos seus seguidores:
Homens de bem terão que se acomodar com vantagens para absorver ás safadezas do sistema dominante.
E neste laboratório de concepções absurdas, criam-se toda espécie de servidor: puxa-saco, chafurdento, difamador, baba ovo etc.
Resistir a tudo isso é ficar fora do jogo, é ser visto como ameaça aos que se locupletam dos privilégios e regalias, ser otário, ser um pássaro fora do ninho.
Como sabemos que toda regra tem excessão, preferimos não ser uma coisa nem outra e ,saber dosar com honestidade os caminhos dignos, que - a politicagem procura sempre interromper aos que buscam andar numa estrada diferente.
E sem pretensão nenhuma também não querer ser unanimidade, porque autenticidade 100% não existe mais nos que militam no cenário politico nacional.
Mas você sabendo as regras de uma prática e de outra, poderá sobreviver com mais respeitabilidade.
terça-feira, 14 de julho de 2009
AUGUSTO BOAL: TEATRO CONTRA OPRESSÃO
Augusto Boal não se ligou ao grande público através da televisão-sua ligação era direta, cara a cara, trabalhando junto.
Seu Teatro do Oprimido, que é inspiriado na Pedagogia do Oprimido de Paulo Freire e tem raízes no Teatro de Arena, no Teatro Oficina e no Grupo Opinião, é uma das grandes contribuições da arte brasileira para a humanidade.
Lutadores sociais
Preso e torturado em 1971, deixou o Brasil, vivendo no exílio até 1986. Ele rejeitou qualquer caminho fácil. Sua obra sempre esteve a serviço das lutas populares. Seu teatro foi instrumento de organização, debate e difusão de idéias avançadas em todos os lugares.
Daí sua importância: daí seu reconhecimento pelos lutadores sociais em todos os cantos do planeta e por todos os apreciadores da arte: as obras de Boal, traduzidas em mais de vinte línguas, são conhecidas e praticadas pelo mundo afora.
Em maio de 2009 a leucemia interrompeu seu trabalho. Trabalho que, segundo o jornal inglês The Guardian, consiste em uma reinvenção do teatro político por um autor " tão importante quanto Brecht ou Stanislawski ".
Nossas homenagens a quem fez da arte e da cultura um instrumento de luta em defesa da democracia, das liberdades e da dignificação do nosso Brasil.
Augusto Boal - Presente! (1931 - 2009)
Esta referência está publicada na contra-capa da edição da Revista Princípios(www.anitagaribaldi.com.br), nº 101, maio e junho de 2009.
Fui encontrar essa preciosidade no blog do Secretário Estadual de Reforma Agrária - Francisco Canindé de França - por falar nesta brilhante figura humana, o conheci por acaso, mesmo sabendo antes quem êle era.
Só podemos afirmar que conhecemos alguém quando oportunizamos algum tempo para um aperto de mão, um cumprimento, um abraço ou trocarmos um breve dedinho de prosa.
naturalmente isso ocorreu semana retrazada na Comunidade de Pataxó, sem pompas na apresentação, sem solenidade nem tão pouco cerimonial de homem de estado como costuma-se fazer para as figuras importantes.
Estava na Comunidade cumprindo agenda de trabalho ao lados de outros companheiros da sua agremiação partidária.
Conheci " Canindé" se assim devo chamá-lo, me pareceu uma pessoa preparada no aspecto geral da nossa curta conversa, simplicidade, elegância e também fidalgo nos gestos e ações.
Percebi isso, pelo fino trato que deu ao parente Juscelino França, identificando-se como um membro familiar e que cumpriu bem o prometido, visitou os pais de Juscelino, pousou fotograficamente ao lado dos parentes, que seu motorista se não me engano, chama-se Neto, nos enviou por E.mail.
Oportunamente estaremos fazendo postagem.
Só pra esclarecer, gostei bastante do artigo, lembro do grande momento de Augusto Boal, tempo roxo da ditadura, do cerceamento de liberdades e da prática repressiva em todos os setores da sociedade.
Nesta época, morava na Casa do Estudante em Natal, fazia questão de ler o Jornal opinião, O Pasquim e a Voz Operária.
Iniciava minhas leituras no campo socialista e adentrava no maxismo-leninismo como uma devoção do tempo e um prazer da juventude alternativa.
O Teatro do Oprimido de Augusto Boal, juntamente com Oduvaldo Viana realmente faziam a cabeça da turma que lutava contra o reacionarismo politico imposto pelos militares.
Nos idos de 1969 até 1975, como dizia o camarada Chico Buarque a coisa era preta.
segunda-feira, 13 de julho de 2009
CRITICA DE ARIANO SUASSUNA SOBRE O FORRÓ ATUAL

'Tem rapariga aí? Se tem, levante a mão!'. A maioria, as moças, levanta a mão. Diante de uma platéia de milhares de pessoas, quase todas muito jovens, pelo menos um terço de adolescentes, o vocalista da banda que se diz de forró utiliza uma de suas palavras prediletas (dele só não, e todas bandas do gênero). As outras são 'gaia', 'cabaré', e bebida em geral, com ênfase na cachaça. Esta cena aconteceu no ano passado, numa das cidades de destaque do agreste (mas se repete em qualquer uma onde estas bandas se apresentam). Nos anos 70, e provavelmente ainda nos anos 80, o vocalista teria dificuldades em deixar a cidade.Pra uma matéria que escrevi no São João passado baixei algumas músicas bem representativas destas bandas. Não vou nem citar letras, porque este jornal é visto por leitores virtuais de família. Mas me arrisco a dizer alguns títulos, vamos lá: Calcinha no chão (Caviar com Rapadura), Zé Priquito (Duquinha), Fiel à putaria (Felipão Forró Moral), Chefe do puteiro (Aviões do forró), Mulher roleira (Saia Rodada), Mulher roleira a resposta (Forró Real), Chico Rola (Bonde do Forró), Banho de língua (Solteirões do Forró), Vou dá-lhe de cano de ferro (Forró Chacal), Dinheiro na mão, calcinha no chão (Saia Rodada), Sou viciado em putaria (Ferro na Boneca), Abre as pernas e dê uma sentadinha (Gaviões do forró), Tapa na cara, puxão no cabelo (Swing do forró). Esta é uma pequeníssima lista do repertório das bandas.Porém o culpado desta 'desculhambação' não é culpa exatamente das bandas, ou dos empresários que as financiam, já que na grande parte delas, cantores, músicos e bailarinos são meros empregados do cara que investe no grupo. O buraco é mais embaixo. E aí faço um paralelo com o turbo folk, um subgênero musical que surgiu na antiga Iugoslávia, quando o país estava esfacelando-se. Dilacerado por guerras étnicas, em pleno governo do tresloucado Slobodan Milosevic surgiu o turbo folk, mistura de pop, com música regional sérvia e oriental. As estrelas da turbo folk vestiam-se como se vestem as vocalistas das bandas de 'forró', parafraseando Luiz Gonzaga, as blusas terminavam muito cedo, as saias e shortes começavam muito tarde. Numa entrevista ao jornal inglês The Guardian, o diretor do Centro de Estudos alternativos de Belgrado. Milan Nikolic, afirmou, em 2003, que o regime Milosevic incentivou uma música que destruiu o bom-gosto e relevou o primitivismo estético. Pior, o glamour, a facilidade estética, pegou em cheio uma juventude que perdeu a crença nos políticos, nos valores morais de uma sociedade dominada pela máfia, que, por sua vez, dominava o governo.Aqui o que se autodenomina 'forró estilizado' continua de vento em popa. Tomou o lugar do forró autêntico nos principais arraiais juninos do Nordeste. Sem falso moralismo, nem elitismo, um fenômeno lamentável, e merecedor de maior atenção. Quando um vocalista de uma banda de música popular, em plena praça pública, de uma grande cidade, com presença de autoridades competentes (e suas respectivas patroas) pergunta se tem 'rapariga na platéia', alguma coisa está fora de ordem. Quando canta uma canção (canção?!!!) que tem como tema uma transa de uma moça com dois rapazes (ao mesmo tempo), e o refrão é 'É vou dá-lhe de cano de ferro/e toma cano de ferro!', alguma coisa está muito doente. Sem esquecer que uma juventude cuja cabeça é feita por tal tipo de música é a que vai tomar as rédeas do poder daqui a alguns poucos anos.
domingo, 12 de julho de 2009
CONTRAPONTO - OS DÉSPOTAS ESCLARECIDOS

O despotismo esclarecido é um conceito político que está dentro do contexto das monarquias absolutistas e que pertence aos sistemas de governo do Antigo regime europeu (séculos XVI ao XVIII). Alguns monarcas seguidores desta doutrina continuaram a governar suas nações de forma absolutista, concentrando poder, porém, adotaram algumas idéias do iluminismo (ilustração). Desta forma, passaram a ser chamados de déspotas esclarecidos.Os déspotas esclarecidos contribuíram para o desenvolvimento cultural de suas nações e adotaram um discurso paternalista.Os principais déspotas esclarecidos foram: • Catarina II da Rússia – a partir das ideias iluministas, sobretudo de Voltaire e D’Alembert, a imperatriz limitou a interferência da igreja, pois passou a aceitar todas as crenças religiosas; construiu escolas e modernizou a administração, assim como reformou algumas cidades. O filósofo iluminista Diderot esteve na Rússia, a convite de Catarina II.• José II, da Áustria – Apesar de não ter se aproximado dos filósofos iluministas, provavelmente por ser católico, José II realizou grandes reformas a partir das ideias iluministas na Áustria. Aboliu a tortura e a servidão, passou a cobrar impostos do clero e da nobreza, antes poupados, fundou escolas, construiu hospitais, reformou a legislação e permitiu todas as crenças religiosas. • Frederico II da Prússia: Foi o monarca mais próximo dos filósofos iluministas, tendo inclusive, os acolhido quando os mesmos sofreram perseguições na França. Frederico II aboliu as torturas, fundou escolas, reformulou o sistema penal passou a aceitar todas as crenças religiosas.• Marquês de Pombal – Não era um monarca, e sim um conde português, ministro do Rei D. José, de Portugal. Pombal expulsou os jesuítas das terras portuguesas (Portugal e suas colônias) e reformou a estrutura administrativa (educacional, econômica, social e do exército), desenvolvendo, dessa forma, o comércio colonial.As idéias iluministas adotadas pelos Déspotas Esclarecidos foram somente aquelas que não prejudicavam a manutenção da forma de governo que os mantinha, ou seja, que não eram contra a Monarquia Absolutista.
Outros grandes déspotas da História:
Napoleão Bonaparte na França
Benito Mussolini na Itália
Adolf Hitler na Alemanha
Josef Stalin na antiga União Soviética
Oliveira Salazar em Portugal
Francisco Franco na Espanha
Mao Tsé-Tung na China
Floriano Peixoto, Getúlio Vargas e Médici no Brasil
Idi Amin na Uganda
Alfredo Stroessner no Paraguai
Fidel Castro em Cuba
Augusto Pinochet no Chile
Saddam Hussein no Iraque
Kim Jong-Il na Coréia do Norte
Segundo á otica do editor - Despotismo È:
Uma é uma qualificação dada à pessoa que governa de forma arbitrária ou opressora. Muitas vezes atingem o poder pelas vias democráticas ou movimentos populares, mas com o tempo busca enfraquecer as demais instituições, reger leis de interesse próprio e adquirir autoridade absoluta. É o mesmo que ditador, ou seja, o indivíduo que exerce todo o poder político sozinho ou com um pequeno grupo de pessoas sufocando seus opositores.
Déspota Esclarecido é uma junção do absolutismo com as idéias iluministas, recebem este nome pois são tiranos esclarecidos e se traçarmos um paralelo entre o passado e o presente, muitos governantes usam o modelo do passado como norteamento de suas diretrizes e realizações.
Não precisamos nominar ningúem, basta-se observar com certa noção da história para identificarmos de forma localizada e responsável, alguns inteligentes que nós escolhemos para dirigir os nossos destinos administrativos.
sexta-feira, 10 de julho de 2009
CONTRAPONTO - A BARBÁRIE VEM DE LONGE

Artigo
A história universal esclarece e registra fatos do inicio das civilizações, cujo ação dos seus protagonistas principais refletem nos dias atuais. Homens ilustres, detentores de grandes inteligencias e poderes, praticaram atrocidades, abusaram do domínio que tinham em mãos e provocaram verdadeiras transformações em seus campos de atuação. Uns pra ficar na história, usaram o poder ao bel prazer de suas vontades, sem medir consequencias, sem analizar efeitos e sem querer saber quem estavam sacrificando. Quem não lembra do que praticou Nero na antiga Roma? Quem não conhece o apogeu de grandeza e transformação feita na sociedade Russa por Ivan - O Terrivel? Quem esquece do modelo Fascista de Mussolini na Itália? Hitler na sua loucura de dominar o mundo? Vamos parar por aqui, pra não termos que mexer no cadáver de outros poderosos. Pra não tirar a máscara de muitos que estão vivos, mas que fazem do poder uma guilhotina para cortar o pescoço de quem não tiver de acordo com suas vontades e opiniões.
Vamos mudar o tom da conversa para não findar fazendo comparativos com esse ou aquele governante da atualidade. Embora a verdade seja pra ser dita, doa em quem doer. Muitos fazem discursos democráticos, mas realizam e autorizam outros fazer práticas arbitárias, muito comum aos que maquiavelicamente confundem a ação do respeito com a imposição do seu querer.
segunda-feira, 6 de julho de 2009
BOM PRA LER E REFLETIR

Capitaneado por Fernando Haddad, o MEC e o CNE deram o tiro de misericórdia na escola pública de ensino médio. Tudo ia mal nessa escola, e ela estava agonizando. Pode-se ficar calmo agora, ela não vai mais sofrer. Virá o descanso eterno.Essa escola foi o nosso orgulho no passado.
Éramos um Brasil que iria ter futuro, quando olhávamos tal escola. Seus professores eram tão ou mais importantes que os das faculdades. Cada disciplina dava condição de se aprender realmente o que iria ser requisitado no início da faculdade. Isso foi assim, e só faz vinte ou trinta anos.
Tornada profissionalizante pela LDBN de 1971 e, depois, conduzida a uma descaracterização total ao final do Regime Militar, ela nunca mais se recuperou.
Oito anos de governo FHC e, então, mais oito anos com Lula, e ela só piorou. Finalmente encontrou-se a solução, típica de veterinário ruim: sacrificá-la.Agora sim, realmente dá para entender o que o ministro Fernando Haddad queria dizer quando ligou para minha casa, querendo se desculpar pela sua articulação com os grupos empresariais – nitidamente conservadores – do movimento “Todos pela Educação”. Também agora consigo ver, claramente, a razão do Jarbas Passarinho dizer publicamente que “ah, gosto daquele moço”. É que Fernando Haddad tinha uma tendência de falar de socialismo e posar de esquerda, mas sua prática política é a da direita. Se não é no todo, é nas partes principais. No caso da medida sobre a escola média, o ato é visivelmente reacionário.
Segundo as novas regras, a escola média poderá optar por estudos interdisciplinares. Ela poderá diluir as disciplinas tradicionais em “eixos temáticos”. Além disso, os estudos poderão ser organizados pelo aluno. Há mais novidades, mas nem vale a pena citar – é tudo muito triste.As conseqüências disso, nós já sabemos.
O pessoal do MEC e adjacências leu demais Edgar Morin, mas não entendeu. Acreditou que interdisciplinaridade é coisa simples.
Na prática, o que ocorrerá será o seguinte: a escola particular terá condições de se flexibilizar e, funcionando por eixos, terá a chance de contratar professores menos especializados e, até mesmo, um professor para diversos assuntos.
Economizará com isso, principalmente em direitos trabalhistas. Ao mesmo tempo, tendo que colocar os alunos nas faculdades, voltará a fortalecer o sistema integrado com o cursinho, como já se fazia.
Assim, o MEC dá um presentão para os donos de escolas. É a festa do empresariado do ensino médio, e nós pagamos a conta.As escolas públicas, sempre sem dinheiro, perdidas nas periferias e ao sabor da violência e do descaso, virarão logo uma bagunça. O aluno que, enfim, não sabe escolher matérias na faculdade, agora, dois ou três anos mais jovem, vai ele próprio organizar seus estudos.
E vai fazer isso sozinho. Pois sabemos que os professores do ensino médio se formaram em licenciaturas específicas, não vão se arriscar em se responsabilizar pelos tais eixos temáticos. Aliás, só os que não sabem o que não sabem, os mal formados, irão dizer para o diretor “deixa comigo”.
Caso a escola enverede por isso, por força de lei, haverá a desresponsabilização geral dos melhores professores em relação ao ensino.Eis o professor da escola média, como ele fica: roubaram seus salários, seu prestígio, sua cátedra e, agora, tiraram dele seu último trunfo: o diploma.
Na prática, deslegitimaram seu diploma. Sua formação de químico, físico, filósofo etc. não serve mais para nada. Os eixos temáticos serão uma forma de desqualificá-lo de vez. O presente para os donos de escolas é, então, para os professores e diretores do sistema público de ensino, um tiro nas costas.O PT, o MEC e Fernando Haddad deveriam se envergonhar disso.
Um partido que um dia teve como deputado Florestan Fernandes, um intelectual que deu total privilégio às especializações na formação da licenciatura, pois é delas que nasce, bem mais tarde, a multidisciplinaridade, é agora derrotado pelo seu próprio partido.
Que partido? Este PT aí, vendido que está aos setores empresariais. Nem mesmo Paulo Freire, que era próximo de métodos escolanovistas, iria aprovar algo assim. Lembro-me bem de Paulo Freire, quando fui seu aluno, de como ele insistia nas linhas disciplinares, para que delas se pudesse ter o campo cultural mais complexo. Aliás, nesse ponto, ele convergia com Florestan, quando o assunto era educação formal
.O PT desse tempo acabou.
Esse novo PT de Fernando Haddad em nada tem de progressista. Em educação, então, atua em consonância com uma política que faz tudo, hoje, para colocar ladeira abaixo as vitórias que tivemos nas lutas em favor da escola pública de ensino médio. Nunca vi traição tão grande.
Uma traição preparada.
Nunca vi uma venda da alma dessa maneira. Mas, aconteceu.
Minha única vingança contra esses abutres: novo capítulo para novos livros em filosofia e história da educação, dando nome aos responsáveis e culpados por esse tiro fatal na escola média pública, por essa falcatrua.
Podem fazer o mal feito, corvos, mas, pela história, ficarão gravados como os que solaparam nosso ensino estatal.
Paulo Ghiraldelli Jr, filósofo.
domingo, 5 de julho de 2009
COLUNA DO CARLOS CHAGAS
O CALVÁRIO DO PT
Continua o PT no seu calvário, atravessando estações capazes de ultrapassar em número aquelas percorridas por Jesus. A última aconteceu no prédio do Senado, onde a anterior lá também se desenrolara. Depois de sua bancada decidir levar a José Sarney sugestão para licenciar-se por trinta dias da presidência da casa, os companheiros senadores tiveram de engolir a proposta, por força de um pito neles passado pelo presidente Lula. Meses antes, tendo lançado Tião Viana como candidato, fiados nas juras de Sarney de que não disputaria o cargo, os petistas assistiram o mesmo presidente Lula fazendo corpo mole, deixando de apoiar o indicado de seu partido com o ímpeto necessário. Nem é preciso lembrar anteriores decepções do PT. Em vez de discutirem livremente quem o partido indicaria para a sucessão do ano que vem, seus líderes e suas bases precisaram deglutir Dilma Rousseff, imposta pelo presidente Lula. Antes, pleitearam eleger o presidente da Câmara, logo obrigados a aceitar Michel Temer em nome da aliança com o PMDB. Gostariam de apontar o sucessor de Antônio Palocci na Fazenda mas surpreenderam-se com a escolha de Guido Mantega. Frustraram-se com a permanência de Henrique Meirelles no Banco Central. Reclamaram do pouco empenho do presidente Lula em defesa do mandato de José Dirceu, afinal cassado no plenário da Câmara. Também resistiram à entrega de seis ministérios para o PMDB, como fizeram cara feia diante do veto do presidente Lula à proposta de todos os aposentados receberem reajuste salarial igual aos de salário mínimo. E vai por aí. A próxima estação pela qual o PT passará carregando sua cruz abrangerá as sucessões estaduais. O grande companheiro exige que abram mão de disputar o governo dos nove estados onde o PMDB já ocupa o poder. Em suma, senão imaginando o presidente Lula como Poncio Pilatos, muitos dirigentes do PT já se referem ao palácio do Planalto como a morada de Anás e Caifaz...
BENEFÍCIO PARA TODOS
Pode ter sido coincidência, pode ter sido conseqüência, mas a crise que assola o Senado e o Congresso faz ressuscitar a abominável proposta da prorrogação dos mandatos por dois anos. Todos seriam beneficiados, até os governadores José Serra e Aécio Neves, para não falar no presidente Lula e em Dilma Rousseff. O pretexto é a coincidência de eleições federais, estaduais e municipais, que se realizariam em 2012. Argumenta-se que o Supremo Tribunal Federal poderia considerar inconstitucional qualquer emenda à Constituição nesse sentido, mas há dúvidas. Primeiro porque o Congresso detém o poder constituinte derivado, utilizável em todos os postulados da carta de 1988 que não representem cláusulas pétreas. Depois, porque o presidente Lula já indicou sete dos onze ministros da mais alta corte nacional de justiça, parecendo próximo de indicar o oitavo.
TRABALHO EM SURDINA
Em plena efervescência da crise que redundou na decisão da Câmara de recomendar a cassação do mandato de Fernando Collor, houve um momento em que o jovem presidente acordou e resolveu resistir politicamente. Obteve o apoio de Thales Ramalho, velha raposa, e mobilizou sua assessoria parlamentar para obter apoio de deputados. Um auxiliar procurou um deputado por Minas Gerais, perguntando o que ele precisava para votar em favor de Collor, ouvindo em resposta que a liberação de vultosa verba para um hospital em sua região resolveria a questão. E indagou: “você garante a verba?” Escaldado, o auxiliar respondeu que garantia, mesmo, só o presidente poderia dar, convidando o deputado para ir ao palácio do Planalto conversar com Collor. Ele acabou não indo, encontrando-se depois com o assessor parlamentar, que cobrou a visita. A resposta foi surpreendente: “não precisa mais, a verba está garantida, o Hargreaves já prometeu...” Hargreaves era um dos principais mentores do vice-presidente Itamar Franco, tornando-se chefe da Casa Civil depois do afastamento de Collor.
UMA GELADEIRA NOVA
O senador José Sarney é conhecido por não cultivar inimigos, exceção às questões regionais no Maranhão e no Amapá. Ao longo de sua carreira, absorveu agravos e diatribes de toda espécie, jamais recusando transformar um adversário em aliado. Há quem suponha estar sendo encerrado esse ciclo de boa vontade. Sarney teria ficado profundamente magoado com a atitude de certos senadores que julgava amigos fiéis e posicionaram-se pelo seu afastamento. Alguns, ex-companheiros dos tempos do finado PFL. Outros, colegas do PMDB e afins. Não se imagine o presidente do Senado acertando contas imediatas com eles ou, muito menos, negando-lhes pleitos administrativos. Mas parece que uma nova geladeira, maior e mais fria, foi encomendada para o seu gabinete. No congelador serão guardados os últimos acontecimentos.
Fonte: claudiohumberto
Continua o PT no seu calvário, atravessando estações capazes de ultrapassar em número aquelas percorridas por Jesus. A última aconteceu no prédio do Senado, onde a anterior lá também se desenrolara. Depois de sua bancada decidir levar a José Sarney sugestão para licenciar-se por trinta dias da presidência da casa, os companheiros senadores tiveram de engolir a proposta, por força de um pito neles passado pelo presidente Lula. Meses antes, tendo lançado Tião Viana como candidato, fiados nas juras de Sarney de que não disputaria o cargo, os petistas assistiram o mesmo presidente Lula fazendo corpo mole, deixando de apoiar o indicado de seu partido com o ímpeto necessário. Nem é preciso lembrar anteriores decepções do PT. Em vez de discutirem livremente quem o partido indicaria para a sucessão do ano que vem, seus líderes e suas bases precisaram deglutir Dilma Rousseff, imposta pelo presidente Lula. Antes, pleitearam eleger o presidente da Câmara, logo obrigados a aceitar Michel Temer em nome da aliança com o PMDB. Gostariam de apontar o sucessor de Antônio Palocci na Fazenda mas surpreenderam-se com a escolha de Guido Mantega. Frustraram-se com a permanência de Henrique Meirelles no Banco Central. Reclamaram do pouco empenho do presidente Lula em defesa do mandato de José Dirceu, afinal cassado no plenário da Câmara. Também resistiram à entrega de seis ministérios para o PMDB, como fizeram cara feia diante do veto do presidente Lula à proposta de todos os aposentados receberem reajuste salarial igual aos de salário mínimo. E vai por aí. A próxima estação pela qual o PT passará carregando sua cruz abrangerá as sucessões estaduais. O grande companheiro exige que abram mão de disputar o governo dos nove estados onde o PMDB já ocupa o poder. Em suma, senão imaginando o presidente Lula como Poncio Pilatos, muitos dirigentes do PT já se referem ao palácio do Planalto como a morada de Anás e Caifaz...
BENEFÍCIO PARA TODOS
Pode ter sido coincidência, pode ter sido conseqüência, mas a crise que assola o Senado e o Congresso faz ressuscitar a abominável proposta da prorrogação dos mandatos por dois anos. Todos seriam beneficiados, até os governadores José Serra e Aécio Neves, para não falar no presidente Lula e em Dilma Rousseff. O pretexto é a coincidência de eleições federais, estaduais e municipais, que se realizariam em 2012. Argumenta-se que o Supremo Tribunal Federal poderia considerar inconstitucional qualquer emenda à Constituição nesse sentido, mas há dúvidas. Primeiro porque o Congresso detém o poder constituinte derivado, utilizável em todos os postulados da carta de 1988 que não representem cláusulas pétreas. Depois, porque o presidente Lula já indicou sete dos onze ministros da mais alta corte nacional de justiça, parecendo próximo de indicar o oitavo.
TRABALHO EM SURDINA
Em plena efervescência da crise que redundou na decisão da Câmara de recomendar a cassação do mandato de Fernando Collor, houve um momento em que o jovem presidente acordou e resolveu resistir politicamente. Obteve o apoio de Thales Ramalho, velha raposa, e mobilizou sua assessoria parlamentar para obter apoio de deputados. Um auxiliar procurou um deputado por Minas Gerais, perguntando o que ele precisava para votar em favor de Collor, ouvindo em resposta que a liberação de vultosa verba para um hospital em sua região resolveria a questão. E indagou: “você garante a verba?” Escaldado, o auxiliar respondeu que garantia, mesmo, só o presidente poderia dar, convidando o deputado para ir ao palácio do Planalto conversar com Collor. Ele acabou não indo, encontrando-se depois com o assessor parlamentar, que cobrou a visita. A resposta foi surpreendente: “não precisa mais, a verba está garantida, o Hargreaves já prometeu...” Hargreaves era um dos principais mentores do vice-presidente Itamar Franco, tornando-se chefe da Casa Civil depois do afastamento de Collor.
UMA GELADEIRA NOVA
O senador José Sarney é conhecido por não cultivar inimigos, exceção às questões regionais no Maranhão e no Amapá. Ao longo de sua carreira, absorveu agravos e diatribes de toda espécie, jamais recusando transformar um adversário em aliado. Há quem suponha estar sendo encerrado esse ciclo de boa vontade. Sarney teria ficado profundamente magoado com a atitude de certos senadores que julgava amigos fiéis e posicionaram-se pelo seu afastamento. Alguns, ex-companheiros dos tempos do finado PFL. Outros, colegas do PMDB e afins. Não se imagine o presidente do Senado acertando contas imediatas com eles ou, muito menos, negando-lhes pleitos administrativos. Mas parece que uma nova geladeira, maior e mais fria, foi encomendada para o seu gabinete. No congelador serão guardados os últimos acontecimentos.
Fonte: claudiohumberto
sexta-feira, 3 de julho de 2009
CONTRAPONTO - FALANDO COMO SEMPRE

Quem me conhece não estranha o que falo, escrevo e publico, continuo pautando pela coerencia dos procedimentos sem me achar melhor do que ningúem.
A diferença faz a diferença, não imito ninguém, posso até plagiar o que achar bom e bonito, sem querer usar o trabalho alheio como mérito pessoal.
Quem me conhece fala bem de mim, quem não me conhecer pode imaginar o que quizer.
Sou sério, sem precisar andar sisudo, de cara fechada ou de mau humor.
Sou direito com todo o direito de errar.
Sou bom por não ter prazer em fazer mal aos outros, sou ruim porque uso da verdade e da sinceridade para expressar meus sentimentos e, por em prática minhas ações sem bajular cidadão nenhum.
Sou forte diante das dificuldades que tenho superado, sou frágil diante da oniciência de Deus, respeitando a força e temente aos fenômenos da natureza.
Não meço força com a velocidade do vento, a fúria das águas, a chama ardente do fogo, nem a virilidade do relâmpago, me calo diante do eco forte do trovão.
Aos poderes dos homens, respeito, obedeço por dever da cidadania, por reconhecer a lei como principio regulador da sociedade, saber que tudo precisa ter limites. Jamais por temer as consequências que ela impõe.
A razão leva o homem a ser corajoso ou fraco diante das circunstâncias e assim cada um deve saber o alcance do seu bodoque como dizia meu velho pai.
A partir de agora deverei usar esse espaço com artigos formadores de opinião, como tenho feito no aluizio.lacerda.zip.net - talvez seja essa a grnade diferença de acesso. Usava esse espaço com textos qualificados, para um leitor diferenciado, entretanto o campo de visita vem sendo pouco explorado. Esperamos que doravante esse quadro seja revertido.
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Contraponto - Sem meias palavras nem radicalismo

Sempre primei por opiniões formadoras de consciência, sem querer por hipótese nenhuma macular a imagem de cidadão nenhum.
Também nunca usamos de subterfúgios, mecanismos alienantes, manipuladores da vontade individual ou coletiva, para com isso tirar proveito de outrem.
Agimos sempre corajosamente, sem medo da interpretação equivocada, seja lá de quem for.
Somos responsáveis por tudo que tiver o crivo da nossa palavra ou escrita, sem querer atingir méritos tercerizados, não usamos de mercenarismos , para adquirirmos vantagens, status social ou econômico, com esse ou, com aquele governante.
Elogiamos alguém por plena convicçao de oficio... criticamos por responsabilidades do dever praticado em nome da honestidade e lisura dos fatos.
Somos sim, independentes com respeito aos compromissos assumidos, somos também obedientes as conviniências das ações dignas de serem exercidas, sem atrelamentos expúrios da honra e da liberdade de existir como cidadão probo e respeitado.
Portanto, cada um é responsável pela a estrada que quer andar, o meu caminho será sempre o da decência e da honradez.
Nada me impedirá de seguir essa trilha, embora more longe um do outro quem conseguir sobreviver preservando esses princípios. Seja daqui ou dá colá, temos uma relação profunda de atenção por quem souber agir dentro desses parâmetros.
Ningúem vive só de sonhos nem de ilusões, mas a realidade dos canalhas é, algo que não devemos cultuar em nossos conceitos.
Também nunca usamos de subterfúgios, mecanismos alienantes, manipuladores da vontade individual ou coletiva, para com isso tirar proveito de outrem.
Agimos sempre corajosamente, sem medo da interpretação equivocada, seja lá de quem for.
Somos responsáveis por tudo que tiver o crivo da nossa palavra ou escrita, sem querer atingir méritos tercerizados, não usamos de mercenarismos , para adquirirmos vantagens, status social ou econômico, com esse ou, com aquele governante.
Elogiamos alguém por plena convicçao de oficio... criticamos por responsabilidades do dever praticado em nome da honestidade e lisura dos fatos.
Somos sim, independentes com respeito aos compromissos assumidos, somos também obedientes as conviniências das ações dignas de serem exercidas, sem atrelamentos expúrios da honra e da liberdade de existir como cidadão probo e respeitado.
Portanto, cada um é responsável pela a estrada que quer andar, o meu caminho será sempre o da decência e da honradez.
Nada me impedirá de seguir essa trilha, embora more longe um do outro quem conseguir sobreviver preservando esses princípios. Seja daqui ou dá colá, temos uma relação profunda de atenção por quem souber agir dentro desses parâmetros.
Ningúem vive só de sonhos nem de ilusões, mas a realidade dos canalhas é, algo que não devemos cultuar em nossos conceitos.
Escrito por aluiziolacerda às 11h09
quarta-feira, 1 de julho de 2009
SARNEY ESPERA LULA PARA RENUNCIAR A PRESIDENCIA
O senador José Sarney (PMDB-AP) passou o dia, ontem, nervoso. Suas mãos tremiam. O rosto estava congestionado. A família temeu pela saúde dele.
Hoje, quem esteve com Sarney encontrou um homem calmo, em paz. É sinal de que tomou uma decisão quanto ao seu futuro. Aguarda somente a chegada de Lula ao Brasil para informá-lo em primeira mão.
Sarney não se licenciará do cargo de presidente do Senado - renunciará a ele. Informou à mulher e aos filhos.
A licença prolongaria seu desgaste. E a presidência do Senado ficaria entregue a Marco Perilo, o primeiro-vice-presidente.
Perilo é do PSDB. E Lula o detesta. Foi Perilo que alertou Lula sobre o pagamento de mesadas a deputados federais muito antes de Roberto Jefferson detonar o escândalo do mensalão.
Lula não deu bola ao que ouviu de Perilo. E Perilo, depois, lembrou publicamente que advertira Lula a respeito.
É possível que Lula demova Sarney da decisão de renunciar? Possível, é. Mas não é provável. Sarney poderá argumentar que foi abandonado pelo próprio partido do presidente - o que é verdade.
Fonte; blog do Noblat
Hoje, quem esteve com Sarney encontrou um homem calmo, em paz. É sinal de que tomou uma decisão quanto ao seu futuro. Aguarda somente a chegada de Lula ao Brasil para informá-lo em primeira mão.
Sarney não se licenciará do cargo de presidente do Senado - renunciará a ele. Informou à mulher e aos filhos.
A licença prolongaria seu desgaste. E a presidência do Senado ficaria entregue a Marco Perilo, o primeiro-vice-presidente.
Perilo é do PSDB. E Lula o detesta. Foi Perilo que alertou Lula sobre o pagamento de mesadas a deputados federais muito antes de Roberto Jefferson detonar o escândalo do mensalão.
Lula não deu bola ao que ouviu de Perilo. E Perilo, depois, lembrou publicamente que advertira Lula a respeito.
É possível que Lula demova Sarney da decisão de renunciar? Possível, é. Mas não é provável. Sarney poderá argumentar que foi abandonado pelo próprio partido do presidente - o que é verdade.
Fonte; blog do Noblat
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