quinta-feira, 24 de setembro de 2009

E SE HONDURAS VENCER?


Por Carlos Chagas

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Do jeito que as coisas vão, só falta o exército de Honduras invadir a embaixada do Brasil em Tegucigalpa. Já jogaram bombas, cortaram água, luz e telefone e impedem a entrada e saída de funcionários. Contrariam princípios seculares de convivência entre as nações, porque desde a Paz de Westfália, em 1648, encerrando a Guerra dos Trinta Anos, que embaixadores e embaixadas tem preservadas sua integridade e sua prerrogativa extra-territorial. Até Adolf Hitler respeitou os diplomatas da Inglaterra em Berlim, garantindo passe livre ao embaixador para chegar a seu país e sem apropriar-se da embaixada.

Do jeito que as coisas vão nessas terras cucarachas, qualquer dia desses os pelotões hondurenhos saltarão o muro da nossa representação e prenderão o ex-presidente Manoel Zelaya, lá asilado. Haverá saída senão a declaração de guerra? Alguma coisa parecida com o enredo daquele maravilhoso filme da década de sessenta, “O Rato que Ruge”, com Peter Sellers. Levaríamos seis meses só para uma corveta da Marinha chegar à América Central, mas uma dúvida ficaria em aberto: e se eles ganhassem?
CIÚMES AERONÁUTICOS
Humor à parte, apesar da histriômica questão com Honduras, a verdade é que temos obstáculos muito mais importantes para enfrentar no plano internacional. Um deles exprime-se na questão da compra dos 36 caças de última geração para a Aeronáutica. Precipitou-se o presidente Lula, na noite do Sete de Setembro, ao anunciar a decisão em favor da proposta francesa pelos Rafale, quando examinávamos, e ainda examinamos, as ofertas dos Estados Unidos e da Suécia. O governo precisou voltar atrás.
Há uma explicação para o gesto virtual do primeiro-companheiro. Naquela manhã, na Esplanada dos Ministérios, durante o desfile cívico-militar, tudo eram sorrisos entre os presidentes Nicolas Sarkozi e Lula. Foi quando um adido militar da França saiu lá do fundo do palanque, aproximou-se do seu presidente e cochichou alguns minutos. As tropas terminavam de passar e aguardava-se a exibição das esquadrilhas-da-fumaça do Brasil e da França, ponto alto da comemoração. Acontece que nosso ilustre visitante fechou o cenho e escafedeu-se. Gerou grande surpresa no colega brasileiro, que seguiu atrás dele, levando-o até o carro. O Lula não teve outro remédio senão retirar-se também.
A causa da retirada? Ciúmes aeronáuticos. No 14 de julho, em Paris, a esquadrilha-da-fumaça brasileira foi impedida de evoluir sobre o Champs-Elisées, sob pretextos de segurança. Assim, o brigadeiro encarregado do setor, aqui no Brasil, pagou na mesma moeda: os ases franceses estavam autorizados apenas a uma passagem sobre a Esplanada dos Ministérios, o que fizeram muito bem, espalhando as cores da bandeira de seu país e recebendo aplausos da assistência. Mas nenhuma evolução foi permitida, como antes programado. Sarkozi irritou-se e foi embora.
Pouco depois, no palácio da Alvorada, o presidente Lula e os ministros Celso Amorim e Nelson Jobim arrancavam os cabelos para saber como contornar aquele incidente diplomático. E saiu a solução: o Brasil deveria demonstrar de imediato preferência e até decisão pela compra dos caças franceses, notícia que a imprensa divulgou com amplo destaque. Só que depois vieram as consequências: o ministro da Aeronáutica estrilou, ameaçou demitir-se, porque o estudo das opções de compra não estava pronto; os Estados Unidos e a Suécia protestaram, exigindo evidências de que ainda estavam na disputa.
Com todo o respeito, uma lambança dos diabos, com resultado ainda inconcluso na questão dos aviões de caça...
O NÚMERO MAIS IMPORTANTE
Deixamos assentar a poeira da mais recente pesquisa eleitoral, do CNI-Ibope, para arriscar um comentário. Há conclusão mais importante do que assistir José Serra mantendo a liderança, Ciro Gomes assumindo o segundo lugar e Dilma Rousseff caindo nas preferências populares, enquanto Marina Silva sobe. Graves, mesmo, são os números de rejeição, que atingem todo mundo, ainda que mais fundo a candidata do PT. Dilma chegou a 40%, Serra a 25%. Parece a demonstração de estar o eleitorado insatisfeito com todos. Enquanto isso a perigosa indagação permanece não sendo feita: e se o candidato for o Lula? Os 81% de aprovação do presidente da República responderiam com facilidade. Uma demonstração de que o povo não está nem aí para a perspectiva de golpes de estado...
O GRANDE ARGUMENTO
Do encontro não propriamente ameno entre Michel Temer e Orestes Quércia faltou a referência a um argumento que o ex-governador de São Paulo expôs ao presidente da Câmara, mas não foi transmitido à imprensa.
“Você vai mesmo entrar numa fria?” – perguntou Quércia a Temer. O raciocínio foi para impedir a decisão antecipada da maioria do PMDB de apoiar Dilma Rousseff e indicar Temer como seu companheiro de chapa ainda em outubro. Caso o partido oficialize essa tendência, e se Dilma não decolar, o presidente da Câmara ficará pendurado no pincel, sem escada. Não poderá candidatar-se a mais um mandato na Câmara dos Deputados e nem permanecer na presidência da casa no próximo biênio, de 2011-12.
Ignora-se como Temer recebeu o alerta. Por enquanto, não há decisão sobre a oficialização da candidatura Dilma pelo PMDB e a indicação do vice. Resolveram todos aguardar o retorno do presidente Lula do exterior.

Fonte: claudiohumberto

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

JUSTIFICATIVA

Aos visitantes deste site minhas sinceras desculpas , por não vir atualizando o blog, o tempo resumido e a dificuldade de manter dois instrumentos desta natureza, meu not deu um fora, foi preciso JUNTAR, ir pra lixeira, mas devo adquirir outro e a partir daí , terei mais assiduidade com o "Ponto de Vista Digital", por enquanto nossa prioridade está mais direcionado para o ALUIZIO LACERDA. ZIP. NET... assim mesmo, devemos aqui e acolá dispensar uma atenção aos visitantes.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

7 DE SETEMBRO CAI NO ESQUECIMENTO DOS MANDATÁRIOS DO PODER


Contraponto

Hoje é uma data historicamente muito importante pra nação brasileira, todavia os mandatários, controladores do poder politico e financeiro, tiraram o 7 de Setembro do calendário civico em seus municipios, estado e nação.
De norte/sul, leste/oeste, essa gloriosa e magnifica lembrança cai no esquecimento, dão prioridades as ações supérfluas. Sem nada ou pouco haver com os principios da cidadania. Sem os ensinamentos patrióticos, que faz o orgulho e grandeza de uma pátria.
Neste sentido, continuo um saudosista, lembro da minha tenra infância, com os pomposos desfiles escolares, recordo do tempo que transmitia aos meus filhos, sobrinhos, alunos e amigos, o heróico grito do Ipiranga, acompanhado da célebre frase do nosso emancipador nacional: "Independência ou Morte".
Parece até que riscaram a simbologia do seu Hino e a grandeza da nossa independência.
Hoje o que posso dizer para os meus netos, todos crianças, uns ainda sem a idade escolar, outros sem ver sua amada unidade de ensino,s sem ter o que representar.
Sei que a crise econômica tem afetado bastante, tirado dos seus gestores determinadas iniciativas, mas no caso do 7 de setembro, falta prioridade, compromisso, civismo, de quem manuseia os recursos e toda uma estrutura de governo.
Aqui em Carnaubais, mesmo em crise, existe investimento pra feira de bode, campeonato interestadual de futsal feminino, emancipação politica e outras ações mais modestas.
Todavia um centavo furado não se destinaram as comemorações habituais e costumeiras, do antes comemorado 7 de setembro...
Ai que saudade me dá... que vergonha tenho por tamanho descompromisso dos nossos compatriotas.
Assim mesmo devo parabenizar algum gestor neste pais de meu Deus, capaz de valorizar essa magnifica data histórica.
Posso até ser visto como careta, porém não me apetece ser moderno, utilizando um intelectualismo que ignore nossas tradições
.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009


Lula instituiu ontem o dia da 'Marcha para Jesus' na presença do casal Sonia e Esteban Hernandes, auto nomeados bispos de uma igreja evangélica, a Renascer em Cristo, que eles mesmos fundaram.

Vocês se surpreenderam? Pois eu, não. Está tudo de acordo.
O casal de bispos acaba de passar por uma experiência desagradável, foram presos por tentar entrar nos EUA com 56 mil dólares não declarados.

A alfândega americana, muito implicante, cismou com eles e os engaiolou. Nada mais justo do que eles receberem agora o consolo de um carinho dado pelo presidente da República.

Silencioso, pois segundo o Estadão, Lula e Hernandes não se falaram durante a cerimônia. E precisava?
“A solenidade contou com a participação de outros representantes de várias igrejas evangélicas e marca um novo lance nos esforços de Lula para se aproximar do público evangélico, que, segundo estimativas, representa 15% do eleitorado”, diz também o grande jornal.

Não concordo com a insinuação. O presidente está atrás dos votos dos evangélicos, sim. Ele está atrás dos votos de todos, isso é óbvio: “Tem idade para votar? É comigo mesmo”, é o mantra do momento lá no Planalto Central.
Mas creio que desta vez o que motivou o presidente foi outra coisa. Ele com toda a certeza está apelando para toda e qualquer religião.

Na dúvida, e dom Eusébio Scheid matou a charada (Lula não é Católico, é Caótico) ele vai apelar para qualquer um que diga que se comunica com Deus.

Da Mãe Diná a Bento XVI, passando por cartomantes e curandeiros, ele quer saber o que é que os parlamentares vão aprontar com seu projeto-paixão.
Ele tem inteira razão de estar muito preocupado com isso.

De tanto falar na fortuna que se abateu sobre nós, já tem companheiro gastando por conta e perguntando “quando é que recebo o meu?”.

A briga no terreiro para quem vai ficar com mais milho deve estar perturbando a paz e o sono do presidente. É muita farinha, muita mesmo, mas o que apareceu de apaixonado por pirão... Além dos vizinhos calculando o que poderão tirar do Brasil, agora que o país do samba, futebol e mulher também é o ricaço do pedaço.
Para quem fica ouriçado quando falo do presidente, duas observações.
Primeira: estou obedecendo ao Excelentíssimo. Durante a sanção do Estatuto do Idoso, em 1 de outubro de 2003, ele disse: “Quando se aposentarem, por favor, não fiquem em casa atrapalhando a família.

Têm que procurar alguma coisa para fazer (...) se ficar disputando espaço do sofá com o neto (...) a sua vida vai ficar chata” (Dicionário Lula, Ali Kamel, página 40).


Segunda: venho em missão de paz e bons votos. Trago palavras de ânimo. As contas não são minhas. São de um antigo jornalista, homem que sabe das coisas, Janio de Freitas, em seu artigo para a Folha de São Paulo de 1 de setembro de 2009.

Ele concluiu que o prazo de 45 dias para cada casa do Legislativo não ultrapassará de 12 a 18 dias, “talvez com um tanto mais de horas”.
“Em hipótese de extremo otimismo, digamos que a Câmara dedique à tarefa a terça, a quarta e a quinta de cada uma das seis semanas. Seriam 18 dias.
Com otimismo não extremado, a atividade fica em dois dias semanais, terça e quarta, como a Casa prefere sempre; até dois e meio se houver, com a boa vontade ocasional, um pedaço de algumas quintas-feiras. Logo, 12 dias, talvez com um tanto mais de horas.

O Senado sempre promete mais do que a Câmara, mas a média de três dias aproveitados já o teto, perfazendo os seus 18 dias para o pré-sal”.
Nem mesmo esse plantel de doutos e sábios que nós elegemos para as duas Casas poderá, em tão breve espaço de tempo, destruir o que a equipe de magos do pré-sal e da economia de seu governo consumiu um ano elaborando.

Teremos, no devido tempo, tudo aquilo que o senhor sonhou para si e para dona Dilma e para o resto do Brasil, trem-bala e balas perdidas e tudo, com as bênçãos do Congresso Nacional.
Portanto, que o presidente se tranqüilize.

Do Congresso não virá nada que perturbe sua alegria pré-salina. Talvez lá dos laboratórios dos países frios... mas isso fica para outro dia.
Por ora, um Feliz 7 de setembro, Presidente Lula.


FONTE: blog do Noblat