terça-feira, 14 de julho de 2009

AUGUSTO BOAL: TEATRO CONTRA OPRESSÃO


Augusto Boal não se ligou ao grande público através da televisão-sua ligação era direta, cara a cara, trabalhando junto.
Seu Teatro do Oprimido, que é inspiriado na Pedagogia do Oprimido de Paulo Freire e tem raízes no Teatro de Arena, no Teatro Oficina e no Grupo Opinião, é uma das grandes contribuições da arte brasileira para a humanidade.
Lutadores sociais
Preso e torturado em 1971, deixou o Brasil, vivendo no exílio até 1986. Ele rejeitou qualquer caminho fácil. Sua obra sempre esteve a serviço das lutas populares. Seu teatro foi instrumento de organização, debate e difusão de idéias avançadas em todos os lugares.
Daí sua importância: daí seu reconhecimento pelos lutadores sociais em todos os cantos do planeta e por todos os apreciadores da arte: as obras de Boal, traduzidas em mais de vinte línguas, são conhecidas e praticadas pelo mundo afora.
Em maio de 2009 a leucemia interrompeu seu trabalho. Trabalho que, segundo o jornal inglês The Guardian, consiste em uma reinvenção do teatro político por um autor " tão importante quanto Brecht ou Stanislawski ".
Nossas homenagens a quem fez da arte e da cultura um instrumento de luta em defesa da democracia, das liberdades e da dignificação do nosso Brasil.
Augusto Boal - Presente! (1931 - 2009)

Esta referência está publicada na contra-capa da edição da Revista Princípios(
www.anitagaribaldi.com.br), nº 101, maio e junho de 2009.


Fui encontrar essa preciosidade no blog do Secretário Estadual de Reforma Agrária - Francisco Canindé de França - por falar nesta brilhante figura humana, o conheci por acaso, mesmo sabendo antes quem êle era.
Só podemos afirmar que conhecemos alguém quando oportunizamos algum tempo para um aperto de mão, um cumprimento, um abraço ou trocarmos um breve dedinho de prosa.
naturalmente isso ocorreu semana retrazada na Comunidade de Pataxó, sem pompas na apresentação, sem solenidade nem tão pouco cerimonial de homem de estado como costuma-se fazer para as figuras importantes.
Estava na Comunidade cumprindo agenda de trabalho ao lados de outros companheiros da sua agremiação partidária.
Conheci " Canindé" se assim devo chamá-lo, me pareceu uma pessoa preparada no aspecto geral da nossa curta conversa, simplicidade, elegância e também fidalgo nos gestos e ações.
Percebi isso, pelo fino trato que deu ao parente Juscelino França, identificando-se como um membro familiar e que cumpriu bem o prometido, visitou os pais de Juscelino, pousou fotograficamente ao lado dos parentes, que seu motorista se não me engano, chama-se Neto, nos enviou por E.mail.
Oportunamente estaremos fazendo postagem.
Só pra esclarecer, gostei bastante do artigo, lembro do grande momento de Augusto Boal, tempo roxo da ditadura, do cerceamento de liberdades e da prática repressiva em todos os setores da sociedade.
Nesta época, morava na Casa do Estudante em Natal, fazia questão de ler o Jornal opinião, O Pasquim e a Voz Operária.
Iniciava minhas leituras no campo socialista e adentrava no maxismo-leninismo como uma devoção do tempo e um prazer da juventude alternativa.
O Teatro do Oprimido de Augusto Boal, juntamente com Oduvaldo Viana realmente faziam a cabeça da turma que lutava contra o reacionarismo politico imposto pelos militares.
Nos idos de 1969 até 1975, como dizia o camarada Chico Buarque a coisa era preta.

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