Por Carlos Chagas
Ou Dilma Rousseff dá um murro na mesa, já, ou assumirá o governo pela metade, ou menos, no primeiro dia de janeiro. Tornaram-se atrevidos os urubus que até agora voavam sobre a Granja do Torto: dos vôos rasantes passaram a descer nos jardins, a quebrar vidraças com seus bicos afiados e a ocupar os cantos obscuros das salas de reunião.
Perderam a compostura os partidos da base oficial e até as legendas que ficaram de fora da candidatura vitoriosa. Da imposição de manterem os ministérios de que dispõem no governo Lula, passaram a exigir novas pastas, formalizando a criação de blocos parlamentares destinados a chantagear a presidente eleita.
A pretexto de disputar a presidência da Câmara, PMDB, PR, PSC e até o PP, que não apoiou Dilma, e o PTB, que apoiou Serra, movimentam-se para lotear ministérios e impor ministros. Do outro lado, PT, PDT e PC do B não querem outra coisa, enquanto o PSB imagina-se em condições de agir sozinho, mas com as mesmas intenções.
Quando das eleições em outubro, não houve um só eleitor que tivesse votado para presidente da República levando os partidos em consideração. Tratados como apêndices desimportantes, meros penduricalhos incômodos, os líderes políticos em nada influíram no resultado. Agora, ameaçam com a sombra de impasses legislativos e rejeições de projetos de interesse do palácio do Planalto caso não se vejam contemplados na repartição do pão a que não tem direito.
A hora é de a nova presidente botar as quadrilhas para correr, pela força de seus mais de 50 milhões de votos, compondo o ministério que mais se adaptar a seus planos e projetos, mesmo aproveitando figuras partidárias de capacidade reconhecida. Fora daí, será um péssimo começo.
FONTE: CLAUDIOHUMBERTO
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
DEU NA FOLHA DE S.PAULO
Prova de resistência
Renata Lo Prete
Ninguém assumirá agora de público, mas lideranças do PT já dizem que o partido deverá atender ao pleito do PMDB e assinar, até o fim de dezembro, um acordo que garanta rodízio entre as duas legendas na presidência da Câmara até 2015.
O cabo de guerra resultou no conturbado anúncio de um bloco partidário encabeçado pelo PMDB, mas, reservadamente, petistas admitem que abandonarão no tempo certo a exigência de estender a alternância ao Senado, onde o PMDB tem a maior bancada. O PT sabe que, se esticar a corda, Dilma Rousseff começará sua gestão sob clima de instabilidade no Congresso.
Renata Lo Prete
Ninguém assumirá agora de público, mas lideranças do PT já dizem que o partido deverá atender ao pleito do PMDB e assinar, até o fim de dezembro, um acordo que garanta rodízio entre as duas legendas na presidência da Câmara até 2015.
O cabo de guerra resultou no conturbado anúncio de um bloco partidário encabeçado pelo PMDB, mas, reservadamente, petistas admitem que abandonarão no tempo certo a exigência de estender a alternância ao Senado, onde o PMDB tem a maior bancada. O PT sabe que, se esticar a corda, Dilma Rousseff começará sua gestão sob clima de instabilidade no Congresso.
DEU EM O GLOBO
O passado assombra o PMDB
Ilimar Franco
Os políticos mais experientes do Congresso avaliam que o PMDB da Câmara cometeu um erro estratégico ao anunciar a formação de um bloco parlamentar sem combinar com seu principal aliado, o PT, e com a presidente eleita Dilma Rousseff.
Eles argumentam que o PMDB, tendo Michel Temer na vice-presidência, não pode pretender agir com Dilma como o ex-presidente do partido, o falecido Ulysses Guimarães, fazia com o então presidente José Sarney, na redemocratização.
Consideram que essas atitudes envenenam relações, ao invés de contribuir para que Michel tenha uma estreita interlocução com a presidente.
Ilimar Franco
Os políticos mais experientes do Congresso avaliam que o PMDB da Câmara cometeu um erro estratégico ao anunciar a formação de um bloco parlamentar sem combinar com seu principal aliado, o PT, e com a presidente eleita Dilma Rousseff.
Eles argumentam que o PMDB, tendo Michel Temer na vice-presidência, não pode pretender agir com Dilma como o ex-presidente do partido, o falecido Ulysses Guimarães, fazia com o então presidente José Sarney, na redemocratização.
Consideram que essas atitudes envenenam relações, ao invés de contribuir para que Michel tenha uma estreita interlocução com a presidente.
DILMA ABRA O OLHO
Se conselho fosse bom não se dava, seria vendido, mas nada custa alertar quem imagina ter tudo sobre controle, o laboratório da conspiração já surpreendeu muitos governos, quando muitos imaginam que o mar estar sereno, surge as trovoadas e tempestades ocasionias.
Se o PMDB não é visto como um bom parceiro, se não ajuda como aliado, imaginem os senhores tê-lo como inimigo.
O PMDB ao longo do tempo tem amordaçado uma boa parte do governismo, com seu fisiologismo pragmático tem deixado engessado quando deseja o poder, Lula sabe disso, FHC jà viveu esses constrangimentos, será que Dilma pelo fato de ser mulher vai receber tratamento diferenciado?
Aposto que não, na história do parlamento republicano o PMDB é a sigla que melhor profeça a oração de São Francisco, aprendeu com genialidade professoral a lição do toma lá, dá cá.
Não é bom ter o PMDB como amigo. Pior ainda tê-lo como inimigo, o aviso está dado.
A presidente eleita, Dilma Rousseff, como afirma a colunista Maria Inez Nassif, já deve ter percebido o tamanho do barulho que o PMDB faz e a enorme capacidade do partido de desferir golpes rápidos e certeiros em seus aliados, quando o assunto é participação na máquina do governo.
Sozinho, o PT, com sua bancada de 88 deputados na Câmara, será incapaz de se contrapor a isso.
E não parece ser do perfil da eleita dar nó em pingo d'água, como conseguiu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, à base da estratégia uma no cravo, uma na ferradura, e o superbloco partidário, antes de emplacar seus objetivos já provoca sérias preocupações ao planalto central.
O PMDB neste inicio de governo pra quem imaginava estar conformado com o advento da vice-presidência na mão de Michel Temer, deve se acostumar com outras barganhas do partido; enquanto não se der por satisfeito vai amargar igualmente a jiló.
Escrito por aluiziolacerda às 15h58
Se o PMDB não é visto como um bom parceiro, se não ajuda como aliado, imaginem os senhores tê-lo como inimigo.
O PMDB ao longo do tempo tem amordaçado uma boa parte do governismo, com seu fisiologismo pragmático tem deixado engessado quando deseja o poder, Lula sabe disso, FHC jà viveu esses constrangimentos, será que Dilma pelo fato de ser mulher vai receber tratamento diferenciado?
Aposto que não, na história do parlamento republicano o PMDB é a sigla que melhor profeça a oração de São Francisco, aprendeu com genialidade professoral a lição do toma lá, dá cá.
Não é bom ter o PMDB como amigo. Pior ainda tê-lo como inimigo, o aviso está dado.
A presidente eleita, Dilma Rousseff, como afirma a colunista Maria Inez Nassif, já deve ter percebido o tamanho do barulho que o PMDB faz e a enorme capacidade do partido de desferir golpes rápidos e certeiros em seus aliados, quando o assunto é participação na máquina do governo.
Sozinho, o PT, com sua bancada de 88 deputados na Câmara, será incapaz de se contrapor a isso.
E não parece ser do perfil da eleita dar nó em pingo d'água, como conseguiu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, à base da estratégia uma no cravo, uma na ferradura, e o superbloco partidário, antes de emplacar seus objetivos já provoca sérias preocupações ao planalto central.
O PMDB neste inicio de governo pra quem imaginava estar conformado com o advento da vice-presidência na mão de Michel Temer, deve se acostumar com outras barganhas do partido; enquanto não se der por satisfeito vai amargar igualmente a jiló.
Escrito por aluiziolacerda às 15h58
domingo, 7 de novembro de 2010
TEXTOS DUPLOS
João Santana: Aécio não venceria Dilma
Em entrevista à Folha de S.Paulo, o marqueteiro da campanha de Dilma Rousseff, João Santana, declarou que, caso Aécio Neves fosse candidato à Presidência em 2010, Dilma Rousseff também teria vencido. “Aécio poderia ter feito uma campanha mais bonita e mais vibrante do que Serra. Mas mesmo assim seria derrotado”, analisa Santana.Ainda segundo o marqueteiro, durante a pré-campanha de 2010, houve um erro da oposição ao menosprezar o potencial de crescimento de Dilma e, também, a capacidade de transferência de votos de Lula. “É o período da arrogante, equivocada e elitista teoria do poste”.Em relação aos erros cometidos durante a campanha, ele considera que os tucanos tiveram uma estratégia equivocada. “Erraram mais eles que insistiram nessa maré hipócrita. Isso, aliás, foi um dos maiores fatores de desgaste e inibição do crescimento de [José] Serra no segundo turno”.O marqueteiro acredita que a discussão envolvendo questões religiosas, prejudicou bastante o candidato derrotado. “Como abusou da dose, provocou, no final, rejeição dos setores evangélicos que interpretaram o fato como jogada eleitoral e afastou segmentos do voto independente, principalmente de setores da classe média urbana, que se chocou com o falso moralismo e direitização da campanha de Serra”.Sobre o próximo governo, Santana dá um recado aos políticos: “não subestimem Dilma Rousseff. Este alerta vale tanto para opositores como para apoiadores da nova presidente. Dentro e fora do Brasil já começam a pipocar análises apressadas de que Dilma dificilmente preencherá o grande vazio sentimental e simbólico que será deixado por Lula. E que este será um problema intransponível para ela. Bobagem”.
Em entrevista à Folha de S.Paulo, o marqueteiro da campanha de Dilma Rousseff, João Santana, declarou que, caso Aécio Neves fosse candidato à Presidência em 2010, Dilma Rousseff também teria vencido. “Aécio poderia ter feito uma campanha mais bonita e mais vibrante do que Serra. Mas mesmo assim seria derrotado”, analisa Santana.
Ainda segundo o marqueteiro, durante a pré-campanha de 2010, houve um erro da oposição ao menosprezar o potencial de crescimento de Dilma e, também, a capacidade de transferência de votos de Lula. “É o período da arrogante, equivocada e elitista teoria do poste”.
Em relação aos erros cometidos durante a campanha, ele considera que os tucanos tiveram uma estratégia equivocada. “Erraram mais eles que insistiram nessa maré hipócrita. Isso, aliás, foi um dos maiores fatores de desgaste e inibição do crescimento de [José] Serra no segundo turno”.
O marqueteiro acredita que a discussão envolvendo questões religiosas, prejudicou bastante o candidato derrotado. “Como abusou da dose, provocou, no final, rejeição dos setores evangélicos que interpretaram o fato como jogada eleitoral e afastou segmentos do voto independente, principalmente de setores da classe média urbana, que se chocou com o falso moralismo e direitização da campanha de Serra”.
Sobre o próximo governo, Santana dá um recado aos políticos: “não subestimem Dilma Rousseff. Este alerta vale tanto para opositores como para apoiadores da nova presidente. Dentro e fora do Brasil já começam a pipocar análises apressadas de que Dilma dificilmente preencherá o grande vazio sentimental e simbólico que será deixado por Lula. E que este será um problema intransponível para ela. Bobagem”.
Inep detecta erro na impressão de cartão de resposta do Enem
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), responsável pela organização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), informou que houve um erro na impressão das provas, com a troca dos títulos das áreas de conhecimento nos cartões de resposta.“Os problemas de ordem gráfica serão apurados e os candidatos podem ficar tranquilos, pois ninguém sairá prejudicado”, declarou o presidente do Inep, Joaquim José Soares Neto.O presidente explicou que os estudantes que se sentirem prejudicados com o problema poderão acessar requerimento no site do Ministério da Educação. Soares Neto ressaltou que o exame não será anulado, nem sua correção será atrasada.O gabarito oficial das provas deste fim de semana será divulgado na terça-feira (9), a partir das 18h. Já o resultado final do exame só será apresentado na primeira quinzena de janeiro.Neste sábado (6), o índice de abstenção foi de cerca de 27%. A prova foi aplicada em 128,2 mil salas em 1,6 mil cidades. Neste domingo, os exames começam a partir das 13 horas.
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), responsável pela organização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), informou que houve um erro na impressão das provas, com a troca dos títulos das áreas de conhecimento nos cartões de resposta.
“Os problemas de ordem gráfica serão apurados e os candidatos podem ficar tranquilos, pois ninguém sairá prejudicado”, declarou o presidente do Inep, Joaquim José Soares Neto.
O presidente explicou que os estudantes que se sentirem prejudicados com o problema poderão acessar requerimento no site do Ministério da Educação. Soares Neto ressaltou que o exame não será anulado, nem sua correção será atrasada.
O gabarito oficial das provas deste fim de semana será divulgado na terça-feira (9), a partir das 18h. Já o resultado final do exame só será apresentado na primeira quinzena de janeiro.
Neste sábado (6), o índice de abstenção foi de cerca de 27%. A prova foi aplicada em 128,2 mil salas em 1,6 mil cidades. Neste domingo, os exames começam a partir das 13 horas.
Fonte: Textos transcritos do Brasilia Confidencial
Em entrevista à Folha de S.Paulo, o marqueteiro da campanha de Dilma Rousseff, João Santana, declarou que, caso Aécio Neves fosse candidato à Presidência em 2010, Dilma Rousseff também teria vencido. “Aécio poderia ter feito uma campanha mais bonita e mais vibrante do que Serra. Mas mesmo assim seria derrotado”, analisa Santana.Ainda segundo o marqueteiro, durante a pré-campanha de 2010, houve um erro da oposição ao menosprezar o potencial de crescimento de Dilma e, também, a capacidade de transferência de votos de Lula. “É o período da arrogante, equivocada e elitista teoria do poste”.Em relação aos erros cometidos durante a campanha, ele considera que os tucanos tiveram uma estratégia equivocada. “Erraram mais eles que insistiram nessa maré hipócrita. Isso, aliás, foi um dos maiores fatores de desgaste e inibição do crescimento de [José] Serra no segundo turno”.O marqueteiro acredita que a discussão envolvendo questões religiosas, prejudicou bastante o candidato derrotado. “Como abusou da dose, provocou, no final, rejeição dos setores evangélicos que interpretaram o fato como jogada eleitoral e afastou segmentos do voto independente, principalmente de setores da classe média urbana, que se chocou com o falso moralismo e direitização da campanha de Serra”.Sobre o próximo governo, Santana dá um recado aos políticos: “não subestimem Dilma Rousseff. Este alerta vale tanto para opositores como para apoiadores da nova presidente. Dentro e fora do Brasil já começam a pipocar análises apressadas de que Dilma dificilmente preencherá o grande vazio sentimental e simbólico que será deixado por Lula. E que este será um problema intransponível para ela. Bobagem”.
Em entrevista à Folha de S.Paulo, o marqueteiro da campanha de Dilma Rousseff, João Santana, declarou que, caso Aécio Neves fosse candidato à Presidência em 2010, Dilma Rousseff também teria vencido. “Aécio poderia ter feito uma campanha mais bonita e mais vibrante do que Serra. Mas mesmo assim seria derrotado”, analisa Santana.
Ainda segundo o marqueteiro, durante a pré-campanha de 2010, houve um erro da oposição ao menosprezar o potencial de crescimento de Dilma e, também, a capacidade de transferência de votos de Lula. “É o período da arrogante, equivocada e elitista teoria do poste”.
Em relação aos erros cometidos durante a campanha, ele considera que os tucanos tiveram uma estratégia equivocada. “Erraram mais eles que insistiram nessa maré hipócrita. Isso, aliás, foi um dos maiores fatores de desgaste e inibição do crescimento de [José] Serra no segundo turno”.
O marqueteiro acredita que a discussão envolvendo questões religiosas, prejudicou bastante o candidato derrotado. “Como abusou da dose, provocou, no final, rejeição dos setores evangélicos que interpretaram o fato como jogada eleitoral e afastou segmentos do voto independente, principalmente de setores da classe média urbana, que se chocou com o falso moralismo e direitização da campanha de Serra”.
Sobre o próximo governo, Santana dá um recado aos políticos: “não subestimem Dilma Rousseff. Este alerta vale tanto para opositores como para apoiadores da nova presidente. Dentro e fora do Brasil já começam a pipocar análises apressadas de que Dilma dificilmente preencherá o grande vazio sentimental e simbólico que será deixado por Lula. E que este será um problema intransponível para ela. Bobagem”.
Inep detecta erro na impressão de cartão de resposta do Enem
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), responsável pela organização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), informou que houve um erro na impressão das provas, com a troca dos títulos das áreas de conhecimento nos cartões de resposta.“Os problemas de ordem gráfica serão apurados e os candidatos podem ficar tranquilos, pois ninguém sairá prejudicado”, declarou o presidente do Inep, Joaquim José Soares Neto.O presidente explicou que os estudantes que se sentirem prejudicados com o problema poderão acessar requerimento no site do Ministério da Educação. Soares Neto ressaltou que o exame não será anulado, nem sua correção será atrasada.O gabarito oficial das provas deste fim de semana será divulgado na terça-feira (9), a partir das 18h. Já o resultado final do exame só será apresentado na primeira quinzena de janeiro.Neste sábado (6), o índice de abstenção foi de cerca de 27%. A prova foi aplicada em 128,2 mil salas em 1,6 mil cidades. Neste domingo, os exames começam a partir das 13 horas.
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), responsável pela organização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), informou que houve um erro na impressão das provas, com a troca dos títulos das áreas de conhecimento nos cartões de resposta.
“Os problemas de ordem gráfica serão apurados e os candidatos podem ficar tranquilos, pois ninguém sairá prejudicado”, declarou o presidente do Inep, Joaquim José Soares Neto.
O presidente explicou que os estudantes que se sentirem prejudicados com o problema poderão acessar requerimento no site do Ministério da Educação. Soares Neto ressaltou que o exame não será anulado, nem sua correção será atrasada.
O gabarito oficial das provas deste fim de semana será divulgado na terça-feira (9), a partir das 18h. Já o resultado final do exame só será apresentado na primeira quinzena de janeiro.
Neste sábado (6), o índice de abstenção foi de cerca de 27%. A prova foi aplicada em 128,2 mil salas em 1,6 mil cidades. Neste domingo, os exames começam a partir das 13 horas.
Fonte: Textos transcritos do Brasilia Confidencial
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Com fim de mandato, Lula se dedicará à aprovação da reforma política
BRASÍLIA - O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, disse hoje que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se dedicará, no próximo ano, às negociações com partidos para viabilizar a reforma política. “Essa será a sua principal dedicação política, após o dia 31 de dezembro”, afirmou.
Desde ontem, Lula tem indicado qual será a sua atuação ao término do mandato. Ontem, o presidente afirmou que não pretende se candidatar novamente ao cargo de presidente da República em 2014. Ele disse que, por ter um índice elevado de aprovação do governo, uma nova candidatura poderia gerar uma expectativa na população “infinitamente maior”, que dificilmente seria atendida.
As declarações do presidente, relatadas pelo ministro Padilha, foram dadas durante a reunião ministerial no Palácio do Planalto. No encontro, Lula cobrou dos ministros maior empenho para acelerar as obras prioritárias e expandir os programas sociais do governo federal.
Segundo o ministro, a equipe do primeiro escalão do governo está impedida de tirar férias até o fim do ano. O presidente solicitou ainda que a Casa Civil e o Gabinete da Presidência da República elaborassem um balanço dos oito anos de governo e registrassem em cartório.
(Rafael Bitencourt | Valor)
Desde ontem, Lula tem indicado qual será a sua atuação ao término do mandato. Ontem, o presidente afirmou que não pretende se candidatar novamente ao cargo de presidente da República em 2014. Ele disse que, por ter um índice elevado de aprovação do governo, uma nova candidatura poderia gerar uma expectativa na população “infinitamente maior”, que dificilmente seria atendida.
As declarações do presidente, relatadas pelo ministro Padilha, foram dadas durante a reunião ministerial no Palácio do Planalto. No encontro, Lula cobrou dos ministros maior empenho para acelerar as obras prioritárias e expandir os programas sociais do governo federal.
Segundo o ministro, a equipe do primeiro escalão do governo está impedida de tirar férias até o fim do ano. O presidente solicitou ainda que a Casa Civil e o Gabinete da Presidência da República elaborassem um balanço dos oito anos de governo e registrassem em cartório.
(Rafael Bitencourt | Valor)
Cid Gomes defende que Dilma apoie Aécio à presidência do Senado
BRASÍLIA - O governador reeleito do Ceará, Cid Gomes (PSB), sugeriu que a presidenta eleita, Dilma Rousseff (PT), adote um “gesto concreto” para conquistar a oposição e garantir um trânsito mais fácil no Congresso Nacional no momento de aprovar projetos de interesse do governo. Esse “gesto concreto”, na opinião de Cid Gomes, é apoiar o nome do tucano Aécio Neves para a presidência do Senado no próximo ano.
“Acho que ela deveria fazer mesmo um gesto concreto de estender a mão à oposição. Na minha opinião, esse gesto concreto seria apoiar um o nome de Aécio Neves para a Presidência do Senado”, disse o governador.
A proposta vai de encontro ao acordo fechado pelos presidentes do PT, José Eduardo Dutra, e do PMDB, Michel Temer, vice-presidente eleito, sobre o comando das duas casas legislativas. Os dois pretendem estabelecer um rodízio entre o PMDB e o PT na Câmara e no Senado para os próximos quatro anos.
Mesmo assim, Cid insistirá no convencimento da presidenta eleita. “Convencida a Dilma, o PT se convence. Se o PMDB não aceitar, que não aceite, mas ele [o PMDB] vai aceitar”.
O governador reeleito apresentou a ideia hoje ao PSB, que está reunido, em Brasília, para discutir a forma de participação dos socialistas na gestão de Dilma Rousseff. “Houve susto. Apresentei de supetão. Mas houve quem aplaudisse. Não houve vaias”, informou.
A ideia, de acordo com Cid, seria um grande passo rumo ao que ele chamou de “pacto pela governabilidade”. “Eu fiz muito mais no Ceará e deu certo. O PSDB, com quem eu concorri, participou do meu governo.”
Na opinião do governador reeleito, o “gesto” de Dilma poderia facilitar acordos com a oposição para a aprovação de projetos sobre o pré-sal e na discussão de uma proposta de reforma tributária ampla, ideia que foi defendida por ela como prioridade, durante a campanha.
Cid disse que não chegou a conversar com a presidenta eleita sobre o assunto e acredita na “facilidade do diálogo” com Aécio.
“A gente sabe que existe um PSDB mais radical que é representado pelo José Serra lá em São Paulo. Mas há uma facilidade de diálogo grande com o Aécio Neves. Isso também iria fortalecê-lo dentro do próprio partido”, disse Cid Gomes.
Ele acredita em uma abertura de Aécio para a aproximação com o governo de Dilma, mesmo dentro de um partido de oposição. “Oposição por oposição não adianta nada. Para que oposição? Acho que a gente tem que ter uma proposta para o país”, acrescentou.
(Agência Brasil)
“Acho que ela deveria fazer mesmo um gesto concreto de estender a mão à oposição. Na minha opinião, esse gesto concreto seria apoiar um o nome de Aécio Neves para a Presidência do Senado”, disse o governador.
A proposta vai de encontro ao acordo fechado pelos presidentes do PT, José Eduardo Dutra, e do PMDB, Michel Temer, vice-presidente eleito, sobre o comando das duas casas legislativas. Os dois pretendem estabelecer um rodízio entre o PMDB e o PT na Câmara e no Senado para os próximos quatro anos.
Mesmo assim, Cid insistirá no convencimento da presidenta eleita. “Convencida a Dilma, o PT se convence. Se o PMDB não aceitar, que não aceite, mas ele [o PMDB] vai aceitar”.
O governador reeleito apresentou a ideia hoje ao PSB, que está reunido, em Brasília, para discutir a forma de participação dos socialistas na gestão de Dilma Rousseff. “Houve susto. Apresentei de supetão. Mas houve quem aplaudisse. Não houve vaias”, informou.
A ideia, de acordo com Cid, seria um grande passo rumo ao que ele chamou de “pacto pela governabilidade”. “Eu fiz muito mais no Ceará e deu certo. O PSDB, com quem eu concorri, participou do meu governo.”
Na opinião do governador reeleito, o “gesto” de Dilma poderia facilitar acordos com a oposição para a aprovação de projetos sobre o pré-sal e na discussão de uma proposta de reforma tributária ampla, ideia que foi defendida por ela como prioridade, durante a campanha.
Cid disse que não chegou a conversar com a presidenta eleita sobre o assunto e acredita na “facilidade do diálogo” com Aécio.
“A gente sabe que existe um PSDB mais radical que é representado pelo José Serra lá em São Paulo. Mas há uma facilidade de diálogo grande com o Aécio Neves. Isso também iria fortalecê-lo dentro do próprio partido”, disse Cid Gomes.
Ele acredita em uma abertura de Aécio para a aproximação com o governo de Dilma, mesmo dentro de um partido de oposição. “Oposição por oposição não adianta nada. Para que oposição? Acho que a gente tem que ter uma proposta para o país”, acrescentou.
(Agência Brasil)
SOLIDARIEDADE AOS VENCIDOS
- Rodolfo Motta Lima (*) -
Nunca é ético tripudiar sobre o vencido. Nas vitórias, recomenda-se uma certa condescendência com quem perdeu. Por isso, para aqueles de coração aberto, ofereço aqui algumas sugestões de votos de solidariedade para com os derrotados, neste momento em que estão lambendo suas feridas.
Em primeiro lugar , pode-se escolher a solidariedade com o tucano vencido , porque é fácil imaginar a dor de cabeça que o forte impacto de uma bolinha de papel lhe deve ter causado, moral e fisicamente; ou o arrependimento que deve estar sentindo por não ter deixado a outro (um mineiro, talvez) a ingrata missão de opor-se a um projeto de aprovação popular.
A solidariedade ao candidato pode e deve estender-se a muita gente próxima a ele, que deve ter passado noites insones , ao longo do período eleitoral, imaginando a candidata vencedora a executar criancinhas em praça pública, em cerimônias de aborto coletivo...
Igualmente humanitária seria a posição de solidariedade que se dirigisse para os políticos vencidos na derrota dos tucanos. Ela poderia destinar-se, por exemplo, a uma série de ex-senadores (tucanos ou agregados) , a maioria deles do Norte ou Nordeste, caciques que, de repente, se descobriram sem tribos, e que, até agora, não devem estar entendendo como conseguiram perder as eleições depois de tentar destruir, sem tréguas, a figura de um presidente com 82% de aplauso do povo.
Um voto especial, nesse âmbito, pode ir, seguramente, para o Sr. César Maia, que, na voz das urnas, encontrou ressonância equivalente às vozes que vemos diuturnamente ecoar na “Cidade da Música”, elefante branco que marcou a sua gestão na Prefeitura carioca...
Outra que merece essa mão estendida é a mídia corporativa desse país, esse poderosíssimo poder de fazer cabeças, mas injustamente não levada em consideração no pleito presidencial pela maioria dos eleitores, apesar dos esforços éticos e aéticos , factuais ou ficcionais, que levou a efeito para tentar eleger o candidato que perdeu. E, nesse caso específico, a solidariedade deve abranger os valentes profissionais que compõem essa mídia, entre eles alguns comentaristas políticos e economistas de nomeada, ”especialistas” que devem até agora estar se interrogando sobre como, onde e por que erraram, já que fizeram certinho o dever de casa (ou melhor, o dever “da casa” onde trabalham)...
Deve ser horrível fazer jornalismo em um país em que as pessoas se atrevem a ter juízo próprio ...
Por falar nisso, não se deve esquecer uma possível solidariedade aos leitores que escrevem cartas nessas publicações midiáticas – em sua esmagadora maioria, legítimos representantes de uma elite que, raivosa, a julgar pela forma como se manifesta, tem imensa dificuldade em conviver bem com a melhor repartição do pão que sobra em fartas mesas, com o maior movimento de gente nos aeroportos, com a maior presença de “estranhos” nas Universidades, enfim, com a felicidade melhor distribuída... Imagino como estejam tristes pelo fato de não ter sido ainda desta vez que se reinstaurou entre nós o nirvana dos privilegiados ...
Também há a possibilidade de se ser solidário a algumas entidades religiosas (instituições ou seitas, não importa) que, não se pode negar, cumpriram direitinho – embora sem êxito, no final das contas (que pena!) - o seu papel de aterrorizar os eleitores com assuntos que não deveriam ter composto o cardápio eleitoral. Um destaque especial pode ser conferido ao Papa, que fez todo o esforço possível para que o obscurantismo prevalecesse , mas que não encontrou, entre os seus fiéis, tanta devoção à causa quanto julgava, apesar das recomendadas lavagens cerebrais eclesiásticas.
Há ainda a solidariedade aos verdes – cuja “onda”, afinal de contas, acabou por não gerar mais que uns gatos pingados no Congresso - e aos de outras colorações que, por não terem uma posição firmada sobre coisa alguma, encontraram grande dificuldade para se manterem em cima de muros, em posição desconfortável que, quem sabe, ainda lhes poderá trazer, no futuro, outros problemas de desvio na coluna ideológica. Aqui excluo, em nome da verdade, o Sr Fernando Gabeira, que, embora verde, jamais se omitiu e deixou claríssima sua posição de aproximação retrógrada com a turma da direita
Pode ser que, tocados por essa onda de solidariedade, alguns desses derrotados venham a experimentar uma crise de consciência ou uma correção de rumos. Não sou muito otimista quanto a isso. A julgar pelo tom da “saudação” do candidato derrotado no discurso que se seguiu à proclamação dos resultados, penso que Dilma e as forças vitoriosas não devem desprezar as potencialidades venenosamente vingativas desse pessoal. E devem, desde já, prevenir-se com o antídoto infalível – porque já testado e comprovado - da continuidade dos projetos de redenção social como tônica do Governo.
Sobre o autor deste artigo
Rodolpho Motta Lima:
Advogado formado pela UFRJ-RJ (antiga Universidade de Brasil) e professor de Língua Portuguesa do Rio de Janeiro, formado pela UERJ, com atividade em diversas instituições do Rio de Janeiro. Com militância política nos anos da ditadura, particularmente no movimento estudantil. Funcionário aposentado do Banco do Brasil.
Fonte: Portal do Luiz Nassif
Nunca é ético tripudiar sobre o vencido. Nas vitórias, recomenda-se uma certa condescendência com quem perdeu. Por isso, para aqueles de coração aberto, ofereço aqui algumas sugestões de votos de solidariedade para com os derrotados, neste momento em que estão lambendo suas feridas.
Em primeiro lugar , pode-se escolher a solidariedade com o tucano vencido , porque é fácil imaginar a dor de cabeça que o forte impacto de uma bolinha de papel lhe deve ter causado, moral e fisicamente; ou o arrependimento que deve estar sentindo por não ter deixado a outro (um mineiro, talvez) a ingrata missão de opor-se a um projeto de aprovação popular.
A solidariedade ao candidato pode e deve estender-se a muita gente próxima a ele, que deve ter passado noites insones , ao longo do período eleitoral, imaginando a candidata vencedora a executar criancinhas em praça pública, em cerimônias de aborto coletivo...
Igualmente humanitária seria a posição de solidariedade que se dirigisse para os políticos vencidos na derrota dos tucanos. Ela poderia destinar-se, por exemplo, a uma série de ex-senadores (tucanos ou agregados) , a maioria deles do Norte ou Nordeste, caciques que, de repente, se descobriram sem tribos, e que, até agora, não devem estar entendendo como conseguiram perder as eleições depois de tentar destruir, sem tréguas, a figura de um presidente com 82% de aplauso do povo.
Um voto especial, nesse âmbito, pode ir, seguramente, para o Sr. César Maia, que, na voz das urnas, encontrou ressonância equivalente às vozes que vemos diuturnamente ecoar na “Cidade da Música”, elefante branco que marcou a sua gestão na Prefeitura carioca...
Outra que merece essa mão estendida é a mídia corporativa desse país, esse poderosíssimo poder de fazer cabeças, mas injustamente não levada em consideração no pleito presidencial pela maioria dos eleitores, apesar dos esforços éticos e aéticos , factuais ou ficcionais, que levou a efeito para tentar eleger o candidato que perdeu. E, nesse caso específico, a solidariedade deve abranger os valentes profissionais que compõem essa mídia, entre eles alguns comentaristas políticos e economistas de nomeada, ”especialistas” que devem até agora estar se interrogando sobre como, onde e por que erraram, já que fizeram certinho o dever de casa (ou melhor, o dever “da casa” onde trabalham)...
Deve ser horrível fazer jornalismo em um país em que as pessoas se atrevem a ter juízo próprio ...
Por falar nisso, não se deve esquecer uma possível solidariedade aos leitores que escrevem cartas nessas publicações midiáticas – em sua esmagadora maioria, legítimos representantes de uma elite que, raivosa, a julgar pela forma como se manifesta, tem imensa dificuldade em conviver bem com a melhor repartição do pão que sobra em fartas mesas, com o maior movimento de gente nos aeroportos, com a maior presença de “estranhos” nas Universidades, enfim, com a felicidade melhor distribuída... Imagino como estejam tristes pelo fato de não ter sido ainda desta vez que se reinstaurou entre nós o nirvana dos privilegiados ...
Também há a possibilidade de se ser solidário a algumas entidades religiosas (instituições ou seitas, não importa) que, não se pode negar, cumpriram direitinho – embora sem êxito, no final das contas (que pena!) - o seu papel de aterrorizar os eleitores com assuntos que não deveriam ter composto o cardápio eleitoral. Um destaque especial pode ser conferido ao Papa, que fez todo o esforço possível para que o obscurantismo prevalecesse , mas que não encontrou, entre os seus fiéis, tanta devoção à causa quanto julgava, apesar das recomendadas lavagens cerebrais eclesiásticas.
Há ainda a solidariedade aos verdes – cuja “onda”, afinal de contas, acabou por não gerar mais que uns gatos pingados no Congresso - e aos de outras colorações que, por não terem uma posição firmada sobre coisa alguma, encontraram grande dificuldade para se manterem em cima de muros, em posição desconfortável que, quem sabe, ainda lhes poderá trazer, no futuro, outros problemas de desvio na coluna ideológica. Aqui excluo, em nome da verdade, o Sr Fernando Gabeira, que, embora verde, jamais se omitiu e deixou claríssima sua posição de aproximação retrógrada com a turma da direita
Pode ser que, tocados por essa onda de solidariedade, alguns desses derrotados venham a experimentar uma crise de consciência ou uma correção de rumos. Não sou muito otimista quanto a isso. A julgar pelo tom da “saudação” do candidato derrotado no discurso que se seguiu à proclamação dos resultados, penso que Dilma e as forças vitoriosas não devem desprezar as potencialidades venenosamente vingativas desse pessoal. E devem, desde já, prevenir-se com o antídoto infalível – porque já testado e comprovado - da continuidade dos projetos de redenção social como tônica do Governo.
Sobre o autor deste artigo
Rodolpho Motta Lima:
Advogado formado pela UFRJ-RJ (antiga Universidade de Brasil) e professor de Língua Portuguesa do Rio de Janeiro, formado pela UERJ, com atividade em diversas instituições do Rio de Janeiro. Com militância política nos anos da ditadura, particularmente no movimento estudantil. Funcionário aposentado do Banco do Brasil.
Fonte: Portal do Luiz Nassif
Assinar:
Postagens (Atom)








