segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
A HIPROCRISIA TEM NOME: REGIMENTALISMO
A VIDA NOS ENSINOU A MUDAR DE BARCO SEM PERDER O RUMO DAS ÁGUAS QUE DEVEMOS NAVEGAR, INFELIZMENTE TEM GENTE OCUPANDO REPRESENTATIVIDADE POPULAR POR MECANISMOS ARTIFICIALISTAS SEM SABER ESSENCIALMENTE DEFENDER O POVO NOS SEUS FUNDAMENTAIS DIREITOS. SER RUDE, BEÓCIO, IGNÓBIL, A PONTO DE QUERER JUSTIFICAR ERROS COM GARANTIAS LEGAIS É NA VERDADE UM DESPREPARO FORA DO COMUM. A ÉTICA, A DECENCÊNCIA, A MORALIDADE PÚBLICA, INDEPENDEM DE DECRETOS, PORTARIAS, REGIMENTOS, CLÁUSSULAS AUTORIZATIVAS. O BOM SENSO É IMPERATIVO DA EDUCAÇÃO DE CADA MENBRO DA SOCIEDADE, AOS QUE NÃO TIVERAM A OPORTUNIDADE DA SUPERIORIDADE ADQUIRIDA NOS BANCOS ESCOLARES, SENDO PORTADORES DE INTELIGÊNCIA, DOTE NATURAL DO SER HUMANO, EVITA DETERMINADOS CONSTRANGIMENTOS, EVITA CERTOS VEXAMES E AGEM COM MAIS SIMPLICIDADE DIANTE DE CERTAS SITUAÇÕES. O BERÇO POR MAIS HUMILDE QUE SEJA SEMPRE É UM MOTIVADOR, UM GERENCIADOR DE ATITUDES, TODAVIA EXISTE ALGUNS INCAUTOS LEGISLADORES SE ASSEVERANDO DO PODER REPRESENTIVO PRA PRATICAR DISFUNÇÕES QUE A FUNÇÃO LEGISLADORA NÃO PERMITE... ESPERAMOS QUE DETERMINADOS EDIS TIREM A MÁSCARA DA HIPROCRISIA E ASSUMAM O SEU PAPEL PRINCIPAL, DEIXEM DE SER COADJUVANTES DE VONTADES TERCEIRAS QUE O POVO NÃO LHE ATRIBUIU DELEGAÇÃO DE DEVERES NEM DE OBRIGAÇÃO, APRENDAM A COMER COM SUAS PRÓPRIAS MÃOS, DEIXEM DE SER MARIONETES, BITOLADAS SUA AÇÕES POR INTENÇÕES SECUNDÁRIAS DE QUEM NADA TEM HAVER COM O PROCESSO REPRESENTATIVO. Não SABEMOS SE O REGIMENTALISMO EVOCADO, FAZENDO COMPARAÇÃO DE TEMPO E ÉPOCAS, OFERECE O REGIMENTAL DIREITO, DO FILHO, DO PAI, DA MÃE, DA ESPOSA OU OUTRO ADERENTE, SER O DEFENSOR DAS PRERROGATIVAS ATRIBUIDAS AO LEGISLADOR ATRAVÉS DA SOBERNIA DO VOTO POPULAR... CONHEÇO BEM MEU ELEITORADO E SEI QUE A RESPOSTA DA MINHA POSTAGEM ANTERIOR FOI DADO POR QUEM NÃO POSSUI LEGITIMIDADE PARA EXERCER TAL DESAGRAVO.
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
TUDO É COMPARTILHADO
A nossa história administrativa ainda é um tanto recente, estamos caminhando para o quadragéssimo sétimo aniversário de emancipação.
A nossa história de vida, tradição, cultura e valores remonta-se aos nossos ancestrais, desde seus primeiros habitantes,as orígens do nosso povo é secularmente registrada nos anais dos livros imperiais, da colonização nacional, das primeiras migrações ocupando essa faixa de terra habitada por " janduís, tapuios e cariris, indios que foram literalmente perseguido pela coroa portuguesa, gente paga pra dizimar tão originária raça, sufocando a primitividade do idioma tupi-guarani.
Pois bem, Carnaubais depois de vencer os desafios dos seus primeiros obstáculos, desde a participação de Antonio Pereira de Alquerque citado como um dos primeiros moradores da provincia, não viveu isoladamente, nas cercanias moravam também genealogias pioneiras: Zé da Silva, Zé da Lavina nas cabeceiras do braço de rio da Timbaúba correndo em busca do Arraial,Água Branca, Olho D´água, Entroncamento Velho, sendo suas águas desembocadas na grande planicie do Alagamar, depois de passar por todo o percurso do ribeirinho rio Piranhas-Açu.
Por aí iniciou o nosso progresso ecnômico, implatado nas grandes propriedades rurais: a cultura do algodão, a criação de gado, a exploração da cera da carnaúba, a colheita do sal marinho, eram fontes de sobrevivência, marcava a tripa forra de uma minoria privilegiada, vivendo de mesa farta, enquanto seus agregados saciavam a fome com as sobras, depois de uma jornada dura de trabalho.
Os Benevides e Montenegros na Arenoza e Mutamba, os Lacerdas no Arraial, os Bezerras no Alemão e outros menos abastardos, eram vistos como grandes latinfundiários, época de atraso e subdesenvolvimento, trabalho escravagista e muita ignorância campeando os lares domesticos de patrões e moradores.
Os tempos foram se passando, chegada a fase da autonomia, sem dúvida a semente da inteligêrepresentada por nossos governantes, ncia foi ganhando corpo na sabedoria das pessoas em busca das transformações dos dias atuais.
Carnaubais, possui lutas homéricas, do nosso torrão surgiu a maior manifestação de liberdade já vista até hoje, foi preciso confrontos, conflitos de classe social, gente perseguida e morta pelas estradas, tivemos heróis, mártires, gente que corajosamente reuniu forças pra combater a repressão da dominação do colonialismo, tentando transfigurar o perído do quero, posso e mando da aristocracia ruaral instalada em toda sua dimensão geográfica.
A nossa história possui capitulos imprescendíveis, somos jovens de autonomia, mas um pouco envelhecido nas trincheiras da luta democrática.
Nestes meus 60 anos que estamos próximo de completar, guardamos muitos depoimentos armazenados em nossa memória, posso afirmr com convicção: sem meias palavras, nem verdades absolutas, tudo que somos devemos á nós mesmos, cada filho tem uma participação nesta engrenagem que anda buscando no seu cotidiano o dierito supremo de existir com honradez e dignidade.
Carnaubais cresce e se desenvolve, embora algumas etapas foram queimadas por inapetência administrativa, atraso e progresso, são escolhas livremente feitas por nossos conterrãneos.
A população sempre imagina o melhor para sí, faz sempre a maioria de quem precisa governar, contudo nem todos tem correspondido a altura da generosidade de opção da nossa querida gente.
Por isso, aqui e acolá, o eleitorado faz o exercicio do montar e desmontar de suas lideranças. E quem não souber respeitar esses princípios perderá o bonde da história ou ficará no meio da estrada, sem completar o percurso sonhado.
A nossa história de vida, tradição, cultura e valores remonta-se aos nossos ancestrais, desde seus primeiros habitantes,as orígens do nosso povo é secularmente registrada nos anais dos livros imperiais, da colonização nacional, das primeiras migrações ocupando essa faixa de terra habitada por " janduís, tapuios e cariris, indios que foram literalmente perseguido pela coroa portuguesa, gente paga pra dizimar tão originária raça, sufocando a primitividade do idioma tupi-guarani.
Pois bem, Carnaubais depois de vencer os desafios dos seus primeiros obstáculos, desde a participação de Antonio Pereira de Alquerque citado como um dos primeiros moradores da provincia, não viveu isoladamente, nas cercanias moravam também genealogias pioneiras: Zé da Silva, Zé da Lavina nas cabeceiras do braço de rio da Timbaúba correndo em busca do Arraial,Água Branca, Olho D´água, Entroncamento Velho, sendo suas águas desembocadas na grande planicie do Alagamar, depois de passar por todo o percurso do ribeirinho rio Piranhas-Açu.
Por aí iniciou o nosso progresso ecnômico, implatado nas grandes propriedades rurais: a cultura do algodão, a criação de gado, a exploração da cera da carnaúba, a colheita do sal marinho, eram fontes de sobrevivência, marcava a tripa forra de uma minoria privilegiada, vivendo de mesa farta, enquanto seus agregados saciavam a fome com as sobras, depois de uma jornada dura de trabalho.
Os Benevides e Montenegros na Arenoza e Mutamba, os Lacerdas no Arraial, os Bezerras no Alemão e outros menos abastardos, eram vistos como grandes latinfundiários, época de atraso e subdesenvolvimento, trabalho escravagista e muita ignorância campeando os lares domesticos de patrões e moradores.
Os tempos foram se passando, chegada a fase da autonomia, sem dúvida a semente da inteligêrepresentada por nossos governantes, ncia foi ganhando corpo na sabedoria das pessoas em busca das transformações dos dias atuais.
Carnaubais, possui lutas homéricas, do nosso torrão surgiu a maior manifestação de liberdade já vista até hoje, foi preciso confrontos, conflitos de classe social, gente perseguida e morta pelas estradas, tivemos heróis, mártires, gente que corajosamente reuniu forças pra combater a repressão da dominação do colonialismo, tentando transfigurar o perído do quero, posso e mando da aristocracia ruaral instalada em toda sua dimensão geográfica.
A nossa história possui capitulos imprescendíveis, somos jovens de autonomia, mas um pouco envelhecido nas trincheiras da luta democrática.
Nestes meus 60 anos que estamos próximo de completar, guardamos muitos depoimentos armazenados em nossa memória, posso afirmr com convicção: sem meias palavras, nem verdades absolutas, tudo que somos devemos á nós mesmos, cada filho tem uma participação nesta engrenagem que anda buscando no seu cotidiano o dierito supremo de existir com honradez e dignidade.
Carnaubais cresce e se desenvolve, embora algumas etapas foram queimadas por inapetência administrativa, atraso e progresso, são escolhas livremente feitas por nossos conterrãneos.
A população sempre imagina o melhor para sí, faz sempre a maioria de quem precisa governar, contudo nem todos tem correspondido a altura da generosidade de opção da nossa querida gente.
Por isso, aqui e acolá, o eleitorado faz o exercicio do montar e desmontar de suas lideranças. E quem não souber respeitar esses princípios perderá o bonde da história ou ficará no meio da estrada, sem completar o percurso sonhado.
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
MAIS UMA DÉCADA PERDIDA
artigo
É muito comum observar especialistas em educação a fixar em duas décadas o prazo suficiente para se reverter os indicadores negativos da educação brasileira.
A se considerar o desempenho nacional do setor nos anos 2000, conforme avaliação da Unesco, só o fator tempo não será o bastante para que possamos romper o baixo padrão de qualidade do nosso sistema de ensino.
O Brasil tem um líder carismático incontestável, reconhecido como estadista internacionalmente por obedecer aos mandamentos da democracia.
No plano econômico, conseguiu obter status de potência de média importância, podendo chegar ao quinto PIB mundial. No que se refere à grande demanda contemporânea de práticas sustentáveis se situa na vanguarda do planeta verde. Pelo menos esse é o balanço oficial.
Temos adquirido habilidades tecnológicas fantásticas em diversos setores, a exemplo da exploração das imensas reservas de petróleo do pré-sal. Apesar dessas extraordinárias vantagens, nos falta competência histórica para oferecer educação de qualidade.
O déficit educacional brasileiro não é apenas um óbice para a realização do país do futuro, como muitos projetam. São atuais e altamente comprometedores os problemas de mão-de-obra qualificada que o País enfrenta em diversos setores, como o da mineração, da metalurgia, de informática, entre outros.
Por conta das inúmeras oportunidades perdidas de implementar um sistema educacional decente, continuamos a apresentar índices de atraso que superam até mesmo os países mais pobres da América Latina, que temos a honra de liderar no plano geopolítico.
O Relatório de Monitoramento Global da Educação para Todos 2010 da Unesco mostra essa realidade com muita clareza. Vamos aos números: o Brasil possui o maior índice de repetência no ensino fundamental em relação a todos os países da América Latina.
Quando é aferido o percentual de alunos que completam esse ciclo de estudos, perdemos para países muito mais pobres que o Brasil como a Bolívia, o Peru, a Venezuela e o Uruguai.
Para medir o cumprimento das seis metas estabelecidas para o setor em 2000, a Unesco criou o Índice de Desenvolvimento da Educação para Todos. A escala vai de zero a 1.
O Brasil recebeu no relatório de 2010 uma avaliação de 0,883. Em relação à America Latina está à frente somente de Nicarágua, Guatemala, República Domincana, El Salvador e Suriname. Perdemos até para Honduras do bananeiro Manuel Zelaya.
Na América Latina, quatro países já conseguiram obter o índice que confere a posição de ter atingido a meta de prover educação para todos. Outros cinco estão muito próximos, inclusive a problemática Venezuela. Já o Brasil se situa em situação intermediária, na companhia indesejável de outros 16 países.
No plano global, estamos na 88ª posição entre 128 países avaliados. Para ficar na linguagem presidencial, se fosse o Brasileirão, não seria rebaixado, mas estaria distante do título.
A Unesco reconhece que o Brasil tem obtido avanço no programa de alfabetização, na inclusão ao ensino fundamental e na paridade de acesso na questão de gênero. Mas o País é reprovado quando é medido o essencial, ou seja, a qualidade do ensino.
Outro detalhe importante é o fato de a Unesco elogiar o nosso sistema de financiamento, especialmente o Fundeb. Aqui merece uma constatação importante ao se ler o relatório da Unesco. A nossa taxa de investimentos no setor educacional em relação ao PIB é a maior da América do Sul.
Há aí uma disparidade muito grande do nosso caso, se comparado com o Chile, por exemplo, entre o percentual investido e os resultados apresentados, o que nos faz inferir que além dos problemas didáticos, estritamente atinentes ao professor e ao aluno, o sistema educacional brasileiro padece de deficiências estruturais de gestão.
O relatório da Unesco não menciona, mas é preciso destacar a maneira despudorada como administradores locais mancomunados com burocratas roubam dinheiro até de merenda escolar.
O que poderia ser feito em 20 anos vai sendo adiado sine die em função do erro essencial do modelo de educação administrado. Enquanto o Brasil não se definir pela universalização da Escola em Tempo Integral, o sistema educacional vai continuar a formar analfabetos funcionais de alto custo financeiro.
Estamos a desperdiçar tempo e dinheiro, além de pôr em dúvida a real capacidade de nos convertermos em um protagonista global confiável, já que não se pode levar a sério uma nação com indicadores educacionais piores do que a Bolívia.
Demóstenes Torres é procurador de Justiça e senador (DEM-GO)
FONTE: BLOG DO NOBLAT
É muito comum observar especialistas em educação a fixar em duas décadas o prazo suficiente para se reverter os indicadores negativos da educação brasileira.
A se considerar o desempenho nacional do setor nos anos 2000, conforme avaliação da Unesco, só o fator tempo não será o bastante para que possamos romper o baixo padrão de qualidade do nosso sistema de ensino.
O Brasil tem um líder carismático incontestável, reconhecido como estadista internacionalmente por obedecer aos mandamentos da democracia.
No plano econômico, conseguiu obter status de potência de média importância, podendo chegar ao quinto PIB mundial. No que se refere à grande demanda contemporânea de práticas sustentáveis se situa na vanguarda do planeta verde. Pelo menos esse é o balanço oficial.
Temos adquirido habilidades tecnológicas fantásticas em diversos setores, a exemplo da exploração das imensas reservas de petróleo do pré-sal. Apesar dessas extraordinárias vantagens, nos falta competência histórica para oferecer educação de qualidade.
O déficit educacional brasileiro não é apenas um óbice para a realização do país do futuro, como muitos projetam. São atuais e altamente comprometedores os problemas de mão-de-obra qualificada que o País enfrenta em diversos setores, como o da mineração, da metalurgia, de informática, entre outros.
Por conta das inúmeras oportunidades perdidas de implementar um sistema educacional decente, continuamos a apresentar índices de atraso que superam até mesmo os países mais pobres da América Latina, que temos a honra de liderar no plano geopolítico.
O Relatório de Monitoramento Global da Educação para Todos 2010 da Unesco mostra essa realidade com muita clareza. Vamos aos números: o Brasil possui o maior índice de repetência no ensino fundamental em relação a todos os países da América Latina.
Quando é aferido o percentual de alunos que completam esse ciclo de estudos, perdemos para países muito mais pobres que o Brasil como a Bolívia, o Peru, a Venezuela e o Uruguai.
Para medir o cumprimento das seis metas estabelecidas para o setor em 2000, a Unesco criou o Índice de Desenvolvimento da Educação para Todos. A escala vai de zero a 1.
O Brasil recebeu no relatório de 2010 uma avaliação de 0,883. Em relação à America Latina está à frente somente de Nicarágua, Guatemala, República Domincana, El Salvador e Suriname. Perdemos até para Honduras do bananeiro Manuel Zelaya.
Na América Latina, quatro países já conseguiram obter o índice que confere a posição de ter atingido a meta de prover educação para todos. Outros cinco estão muito próximos, inclusive a problemática Venezuela. Já o Brasil se situa em situação intermediária, na companhia indesejável de outros 16 países.
No plano global, estamos na 88ª posição entre 128 países avaliados. Para ficar na linguagem presidencial, se fosse o Brasileirão, não seria rebaixado, mas estaria distante do título.
A Unesco reconhece que o Brasil tem obtido avanço no programa de alfabetização, na inclusão ao ensino fundamental e na paridade de acesso na questão de gênero. Mas o País é reprovado quando é medido o essencial, ou seja, a qualidade do ensino.
Outro detalhe importante é o fato de a Unesco elogiar o nosso sistema de financiamento, especialmente o Fundeb. Aqui merece uma constatação importante ao se ler o relatório da Unesco. A nossa taxa de investimentos no setor educacional em relação ao PIB é a maior da América do Sul.
Há aí uma disparidade muito grande do nosso caso, se comparado com o Chile, por exemplo, entre o percentual investido e os resultados apresentados, o que nos faz inferir que além dos problemas didáticos, estritamente atinentes ao professor e ao aluno, o sistema educacional brasileiro padece de deficiências estruturais de gestão.
O relatório da Unesco não menciona, mas é preciso destacar a maneira despudorada como administradores locais mancomunados com burocratas roubam dinheiro até de merenda escolar.
O que poderia ser feito em 20 anos vai sendo adiado sine die em função do erro essencial do modelo de educação administrado. Enquanto o Brasil não se definir pela universalização da Escola em Tempo Integral, o sistema educacional vai continuar a formar analfabetos funcionais de alto custo financeiro.
Estamos a desperdiçar tempo e dinheiro, além de pôr em dúvida a real capacidade de nos convertermos em um protagonista global confiável, já que não se pode levar a sério uma nação com indicadores educacionais piores do que a Bolívia.
Demóstenes Torres é procurador de Justiça e senador (DEM-GO)
FONTE: BLOG DO NOBLAT
NEM MITO NEM SANTO
NEM MITO NEM SANTO
Por Carlos Chagas
Até que enfim um diagnóstico sereno, justo e necessário sobre o presidente Lula. Seu autor foi o deputado Ciro Gomes, em conversa com a jornalista Cristiana Lobo.
Ao anunciar que mantém sua candidatura à presidência da República, Ciro reafirmou-se “um aliado indiscutível de Lula”, que continua tratando como um líder político, jamais como um mito, um santo ou alguém inquestionável. Deu um exemplo ao dizer que discorda da avaliação do presidente quanto ao processo sucessório. Ao contrário dele, sustenta a existência de mais de um candidato saído do bloco governista como a melhor solução.
Ciro acrescentou não receber recados do Lula, “porque conversa diretamente com ele”. Combinaram encontrar-se em março. Pretende manter sua candidatura “até quando der”, ou seja, o dia 4 de outubro, quando da realização das eleições.
Seria bom se o PT raciocinasse como o ex-ministro e ex-governador. Menos na questão das duas candidaturas, mais na evidência de que o Lula não é um mito, nem um santo, muito menos inquestionável. Bom para o partido, bom para o país e, acima de tudo, bom para o próprio Lula.
É perigoso imaginar o presidente como acima do bem e do mal, guia genial do povos e todo-poderoso condutor dos destinos nacionais. As tempestades começam assim. Uns por interesse, outros por ingenuidade, faz tempo que os companheiros levaram seu chefe para o altar. No passado, essa prática não deu certo, fosse com Getúlio Vargas, fosse com o general Garrastazu Médici. Resta saber se o vírus já inoculou o paciente atual.
Extraido do blog de Miranda Sá
Por Carlos Chagas
Até que enfim um diagnóstico sereno, justo e necessário sobre o presidente Lula. Seu autor foi o deputado Ciro Gomes, em conversa com a jornalista Cristiana Lobo.
Ao anunciar que mantém sua candidatura à presidência da República, Ciro reafirmou-se “um aliado indiscutível de Lula”, que continua tratando como um líder político, jamais como um mito, um santo ou alguém inquestionável. Deu um exemplo ao dizer que discorda da avaliação do presidente quanto ao processo sucessório. Ao contrário dele, sustenta a existência de mais de um candidato saído do bloco governista como a melhor solução.
Ciro acrescentou não receber recados do Lula, “porque conversa diretamente com ele”. Combinaram encontrar-se em março. Pretende manter sua candidatura “até quando der”, ou seja, o dia 4 de outubro, quando da realização das eleições.
Seria bom se o PT raciocinasse como o ex-ministro e ex-governador. Menos na questão das duas candidaturas, mais na evidência de que o Lula não é um mito, nem um santo, muito menos inquestionável. Bom para o partido, bom para o país e, acima de tudo, bom para o próprio Lula.
É perigoso imaginar o presidente como acima do bem e do mal, guia genial do povos e todo-poderoso condutor dos destinos nacionais. As tempestades começam assim. Uns por interesse, outros por ingenuidade, faz tempo que os companheiros levaram seu chefe para o altar. No passado, essa prática não deu certo, fosse com Getúlio Vargas, fosse com o general Garrastazu Médici. Resta saber se o vírus já inoculou o paciente atual.
Extraido do blog de Miranda Sá
QUEM VIVEU OS ANOS DE CHUMBO? INDAGA O BLOG
A ditadura de 64, começou 27 anos antes. Quantos governadores aderiram ao Estado Novo, a ditadura Vargas, em 1937? A renúncia de Jânio apressou os militares
Virgílio Malta
“Jornalista, o senhor falou uma coisa que me interessa muito. O Estado Novo, e os governadores que traíram a democracia. Isso foi há 73 anos, vou completar 40, gostaria de saber”.
Comentário de Helio Fernandes
Naquela época existiam 21 estados e Distrito Federal, que tinha prefeito nomeado. Negrão de Lima visitou todos os estados, “falo em nome do presidente Vargas, que gostaria do seu apoio para poder implantar a grande renovação que este país espera”.
O primeiro a recusar, imediatamente, foi Lima Cavalcanti, governador de Pernambuco. Disse ao pombo-correio: “Nem admito conversar, o senhor, por favor, se retire”. No dia seguinte viajou para a Europa, só voltou em 1945, quando a ditadura foi derrubada, acabou esse Estado Novo. (Identificado pelo Barão de Itararé, assim: “Esse é o estado a que chegamos”).
O segundo, Flores da Cunha, amicíssimo de Vargas, governador do Rio Grande do Sul. Recusou, disse a Negrão, “mobilizarei os provisórios”. (Era a tropa militar do governador). Getulio mandou prendê-lo, Flores se exilou no Uruguai. Processado, à revelia, foi condenado a 2 anos de prisão.
Implantado o Estado Novo, Vargas mandou um emissário ao Uruguai, dizer a Flores que “podia voltar, está tudo esquecido”. Acreditou, voltou, foi preso imediatamente, cumpriu os 2 anos na Ilha Grande. Apesar de tudo, fez uma bela carreira.
O aventureiro Juracy Magalhães, governador da Bahia, recebeu Negrão, e disse: “Vou ao Rio conversar pessoalmente com o presidente Vargas”. Foi, disse a ele: “Presidente, deixarei o governo, mas não criarei o menor problema para o senhor”.
Não demorou muito, o “fingimento” de democrata acabou, foi nomeado por Vargas para vários cargos.
E ainda durou para ser Ministro, embaixador e novamente Ministro, na ditadura de 1964. Ele, o próprio Negrão e o Almirante Amaral Peixoto, são as “três maiores biografias da História do Brasil”. Descubram qualquer cargo, aqui ou no exterior, todos os três ocuparam.
Juracy além de tudo chegou a general, Amaral a almirante. Negrão era civil.
* * *
PS – Esses fatos históricos e rigorosamente verdadeiros, deixam claro e de forma irrefutável: ter servido à ditadura (e muitos serviram a duas) não elimina ninguém, os ditadores, os subalternos, cúmplices, submissos e aproveitadores enriquecidos.
PS2 – Os que viveram, permanecem debaixo dos holofotes, na ponte ou no horizonte do Poder.
PS3 – Os que morreram, nomes de cidades, de avenidas, de pontes, reverenciados e endeusados. Essa forma de “eternizar” os ditadores do passado, é que estimula os ditadores do amanhã. Um amanhã que tem tudo para estar bem próximo, por causa do tempo, da biografia e da convicção ditatorial de quase todos.
PS4 – Que “pretendem salvar o Brasil”. Sozinhos, convictos e com a certeza inalienável: são enviados de Deus, e cumprem MISSÃO QUE NÃO PODE SER DELEGADA A MAIS NINGUÉM.
FONTE: TRIBUNA DA IMPRENSA
Virgílio Malta
“Jornalista, o senhor falou uma coisa que me interessa muito. O Estado Novo, e os governadores que traíram a democracia. Isso foi há 73 anos, vou completar 40, gostaria de saber”.
Comentário de Helio Fernandes
Naquela época existiam 21 estados e Distrito Federal, que tinha prefeito nomeado. Negrão de Lima visitou todos os estados, “falo em nome do presidente Vargas, que gostaria do seu apoio para poder implantar a grande renovação que este país espera”.
O primeiro a recusar, imediatamente, foi Lima Cavalcanti, governador de Pernambuco. Disse ao pombo-correio: “Nem admito conversar, o senhor, por favor, se retire”. No dia seguinte viajou para a Europa, só voltou em 1945, quando a ditadura foi derrubada, acabou esse Estado Novo. (Identificado pelo Barão de Itararé, assim: “Esse é o estado a que chegamos”).
O segundo, Flores da Cunha, amicíssimo de Vargas, governador do Rio Grande do Sul. Recusou, disse a Negrão, “mobilizarei os provisórios”. (Era a tropa militar do governador). Getulio mandou prendê-lo, Flores se exilou no Uruguai. Processado, à revelia, foi condenado a 2 anos de prisão.
Implantado o Estado Novo, Vargas mandou um emissário ao Uruguai, dizer a Flores que “podia voltar, está tudo esquecido”. Acreditou, voltou, foi preso imediatamente, cumpriu os 2 anos na Ilha Grande. Apesar de tudo, fez uma bela carreira.
O aventureiro Juracy Magalhães, governador da Bahia, recebeu Negrão, e disse: “Vou ao Rio conversar pessoalmente com o presidente Vargas”. Foi, disse a ele: “Presidente, deixarei o governo, mas não criarei o menor problema para o senhor”.
Não demorou muito, o “fingimento” de democrata acabou, foi nomeado por Vargas para vários cargos.
E ainda durou para ser Ministro, embaixador e novamente Ministro, na ditadura de 1964. Ele, o próprio Negrão e o Almirante Amaral Peixoto, são as “três maiores biografias da História do Brasil”. Descubram qualquer cargo, aqui ou no exterior, todos os três ocuparam.
Juracy além de tudo chegou a general, Amaral a almirante. Negrão era civil.
* * *
PS – Esses fatos históricos e rigorosamente verdadeiros, deixam claro e de forma irrefutável: ter servido à ditadura (e muitos serviram a duas) não elimina ninguém, os ditadores, os subalternos, cúmplices, submissos e aproveitadores enriquecidos.
PS2 – Os que viveram, permanecem debaixo dos holofotes, na ponte ou no horizonte do Poder.
PS3 – Os que morreram, nomes de cidades, de avenidas, de pontes, reverenciados e endeusados. Essa forma de “eternizar” os ditadores do passado, é que estimula os ditadores do amanhã. Um amanhã que tem tudo para estar bem próximo, por causa do tempo, da biografia e da convicção ditatorial de quase todos.
PS4 – Que “pretendem salvar o Brasil”. Sozinhos, convictos e com a certeza inalienável: são enviados de Deus, e cumprem MISSÃO QUE NÃO PODE SER DELEGADA A MAIS NINGUÉM.
FONTE: TRIBUNA DA IMPRENSA
NEM MITO NEM SANTO
Por Carlos Chagas
Até que enfim um diagnóstico sereno, justo e necessário sobre o presidente Lula. Seu autor foi o deputado Ciro Gomes, em conversa com a jornalista Cristiana Lobo.
Ao anunciar que mantém sua candidatura à presidência da República, Ciro reafirmou-se “um aliado indiscutível de Lula”, que continua tratando como um líder político, jamais como um mito, um santo ou alguém inquestionável. Deu um exemplo ao dizer que discorda da avaliação do presidente quanto ao processo sucessório. Ao contrário dele, sustenta a existência de mais de um candidato saído do bloco governista como a melhor solução.
Ciro acrescentou não receber recados do Lula, “porque conversa diretamente com ele”. Combinaram encontrar-se em março. Pretende manter sua candidatura “até quando der”, ou seja, o dia 4 de outubro, quando da realização das eleições.
Seria bom se o PT raciocinasse como o ex-ministro e ex-governador. Menos na questão das duas candidaturas, mais na evidência de que o Lula não é um mito, nem um santo, muito menos inquestionável. Bom para o partido, bom para o país e, acima de tudo, bom para o próprio Lula.
É perigoso imaginar o presidente como acima do bem e do mal, guia genial do povos e todo-poderoso condutor dos destinos nacionais. As tempestades começam assim. Uns por interesse, outros por ingenuidade, faz tempo que os companheiros levaram seu chefe para o altar. No passado, essa prática não deu certo, fosse com Getúlio Vargas, fosse com o general Garrastazu Médici. Resta saber se o vírus já inoculou o paciente atual.
Até que enfim um diagnóstico sereno, justo e necessário sobre o presidente Lula. Seu autor foi o deputado Ciro Gomes, em conversa com a jornalista Cristiana Lobo.
Ao anunciar que mantém sua candidatura à presidência da República, Ciro reafirmou-se “um aliado indiscutível de Lula”, que continua tratando como um líder político, jamais como um mito, um santo ou alguém inquestionável. Deu um exemplo ao dizer que discorda da avaliação do presidente quanto ao processo sucessório. Ao contrário dele, sustenta a existência de mais de um candidato saído do bloco governista como a melhor solução.
Ciro acrescentou não receber recados do Lula, “porque conversa diretamente com ele”. Combinaram encontrar-se em março. Pretende manter sua candidatura “até quando der”, ou seja, o dia 4 de outubro, quando da realização das eleições.
Seria bom se o PT raciocinasse como o ex-ministro e ex-governador. Menos na questão das duas candidaturas, mais na evidência de que o Lula não é um mito, nem um santo, muito menos inquestionável. Bom para o partido, bom para o país e, acima de tudo, bom para o próprio Lula.
É perigoso imaginar o presidente como acima do bem e do mal, guia genial do povos e todo-poderoso condutor dos destinos nacionais. As tempestades começam assim. Uns por interesse, outros por ingenuidade, faz tempo que os companheiros levaram seu chefe para o altar. No passado, essa prática não deu certo, fosse com Getúlio Vargas, fosse com o general Garrastazu Médici. Resta saber se o vírus já inoculou o paciente atual.
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
ESPECIALISTAS EM CASUÍSMOS
Lula está loucamente em campanha “informal” por Dilma, inaugurando qualquer rascunho de obra e falando bem de si próprio todo dia. E os líderes da oposição, estão fazendo o quê? A mesma coisa
Do blog do Alon:
É divertido assistir ao PSDB reclamar dia sim outro também contra a antecipação da campanha. A diversão fica por conta de um detalhe: no poder, o PT não cometeu casuísmos, não alterou uma vírgula das leis eleitorais para beneficiar-se. Nem precisou. Se o partido situacionista colhe os frutos de um arcabouço deformado e injusto, moldado para favorecer o continuísmo, deve gratidão especial ao PSDB, o verdadeiro pai da criança.
A começar da reeleição. Qual é a história dela entre nós? Depois do impeachment de Fernando Collor, a revisão constitucional acabou em fiasco. Um dos poucos temas aprovados foi reduzir o mandato presidencial de cinco para quatro anos. Quem era o favorito então para ganhar a corrida do ano seguinte? Luiz Inácio Lula da Silva.
Mas vieram o Plano Real e a invencível candidatura de Fernando Henrique Cardoso. Instalados no Planalto, os tucanos trataram de continuar ali mais um quadriênio, com regras curiosas. O ocupante do Executivo pode pleitear um tempo extra na cadeira, sem precisar sair dela. Já quem o desafia é obrigado a desincompatibilizar-se.
O mesmo vale para vereadores, deputados e senadores, que podem lutar por mais um mandato sem renunciar. E têm o privilégio de concorrer com desafiantes que precisam obrigatoriamente estar desligados da máquina estatal. Não é uma beleza? Além disso, no poder os tucanos trataram de reduzir os dias reservados à campanha eleitoral no rádio e na TV.
Quando essas maravilhas foram incorporadas à legislação, o PSDB ocupava a Presidência da República e os governos dos principais estados, incluído o “Triângulo das Bermudas” da política brasileira: São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Eis por que simplesmente não dá para levar a sério a choradeira.
O sistema eleitoral apresenta deformações? Sim.
Há esperança de que o próximo governo tome a iniciativa de corrigi-las, para legar ao país uma moldura mais democrática? Esperança remota.
Infelizmente, o aperfeiçoamento institucional não é uma preocupação dos nossos políticos. Talvez porque lhes falte tempo, ocupados que estão em espremer os miolos para encontrar o caminho da perpetuação.
“Casuísmo” é uma palavra nascida nos anos 70 do século passado, quando o regime militar alterou seguidamente as regras eleitorais para tentar evitar a chegada da oposição ao poder.
No fim deu errado, porque o PMDB acabou derrotando o governo, mesmo com todos os truques. Na política, nada resiste à força da maioria. Pode levar um tempo, mas ela acaba prevalecendo.
Qual é o problema atual da oposição brasileira? É exatamente construir uma nova maioria. Ou então, por inércia, as urnas acabarão referendando a maioria que existe, e que sustenta o governo Lula.
Como a oposição não parece ter a mínima ideia de por onde começar a tarefa, recorre ao formalismo. Sim, Lula está loucamente em campanha “informal” por Dilma Rousseff, inaugurando qualquer rascunho de obra e falando bem de si próprio todo dia. E os líderes da oposição, estão fazendo o quê? A mesma coisa.
Apenas, talvez, com menos competência.
Pesquisas
Em nenhum outro país as pesquisas eleitorais consomem o tanto de imprensa que lhes é dedicado no Brasil. Deve haver alguma explicação. Uma, conspiratória, é que enquanto se discutem as pesquisas não se discute o essencial: o que cada candidato quer fazer no governo.
O cenário eleitoral no Brasil é curioso. Para boa parte do eleitorado potencial da oposição (e da base social desta), o ideal a partir de 2011 seria um governo igualzinho ao de Lula, só que sem o PT. Nem é por resistência aos programas sociais, hoje consensuais por convicção ou conveniência. É mais por causa da dúvida sobre os reais compromissos estratégicos do partido com a democracia representativa e a economia de mercado. E não necessariamente nessa ordem.
Daí por que o nome de Henrique Meirelles pode agregar valor eleitoral a Dilma. Ele traria eventualmente também algum desgaste, caso a oposição decidisse colocar em debate o modelo econômico de escravidão financeira, farra cambial e baixo crescimento. Mas quem disse que a oposição está interessada em ir por aí? Ela parece mais empenhada é em vender-se como confiável à turma de sempre.
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Do blog do Alon:
É divertido assistir ao PSDB reclamar dia sim outro também contra a antecipação da campanha. A diversão fica por conta de um detalhe: no poder, o PT não cometeu casuísmos, não alterou uma vírgula das leis eleitorais para beneficiar-se. Nem precisou. Se o partido situacionista colhe os frutos de um arcabouço deformado e injusto, moldado para favorecer o continuísmo, deve gratidão especial ao PSDB, o verdadeiro pai da criança.
A começar da reeleição. Qual é a história dela entre nós? Depois do impeachment de Fernando Collor, a revisão constitucional acabou em fiasco. Um dos poucos temas aprovados foi reduzir o mandato presidencial de cinco para quatro anos. Quem era o favorito então para ganhar a corrida do ano seguinte? Luiz Inácio Lula da Silva.
Mas vieram o Plano Real e a invencível candidatura de Fernando Henrique Cardoso. Instalados no Planalto, os tucanos trataram de continuar ali mais um quadriênio, com regras curiosas. O ocupante do Executivo pode pleitear um tempo extra na cadeira, sem precisar sair dela. Já quem o desafia é obrigado a desincompatibilizar-se.
O mesmo vale para vereadores, deputados e senadores, que podem lutar por mais um mandato sem renunciar. E têm o privilégio de concorrer com desafiantes que precisam obrigatoriamente estar desligados da máquina estatal. Não é uma beleza? Além disso, no poder os tucanos trataram de reduzir os dias reservados à campanha eleitoral no rádio e na TV.
Quando essas maravilhas foram incorporadas à legislação, o PSDB ocupava a Presidência da República e os governos dos principais estados, incluído o “Triângulo das Bermudas” da política brasileira: São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Eis por que simplesmente não dá para levar a sério a choradeira.
O sistema eleitoral apresenta deformações? Sim.
Há esperança de que o próximo governo tome a iniciativa de corrigi-las, para legar ao país uma moldura mais democrática? Esperança remota.
Infelizmente, o aperfeiçoamento institucional não é uma preocupação dos nossos políticos. Talvez porque lhes falte tempo, ocupados que estão em espremer os miolos para encontrar o caminho da perpetuação.
“Casuísmo” é uma palavra nascida nos anos 70 do século passado, quando o regime militar alterou seguidamente as regras eleitorais para tentar evitar a chegada da oposição ao poder.
No fim deu errado, porque o PMDB acabou derrotando o governo, mesmo com todos os truques. Na política, nada resiste à força da maioria. Pode levar um tempo, mas ela acaba prevalecendo.
Qual é o problema atual da oposição brasileira? É exatamente construir uma nova maioria. Ou então, por inércia, as urnas acabarão referendando a maioria que existe, e que sustenta o governo Lula.
Como a oposição não parece ter a mínima ideia de por onde começar a tarefa, recorre ao formalismo. Sim, Lula está loucamente em campanha “informal” por Dilma Rousseff, inaugurando qualquer rascunho de obra e falando bem de si próprio todo dia. E os líderes da oposição, estão fazendo o quê? A mesma coisa.
Apenas, talvez, com menos competência.
Pesquisas
Em nenhum outro país as pesquisas eleitorais consomem o tanto de imprensa que lhes é dedicado no Brasil. Deve haver alguma explicação. Uma, conspiratória, é que enquanto se discutem as pesquisas não se discute o essencial: o que cada candidato quer fazer no governo.
O cenário eleitoral no Brasil é curioso. Para boa parte do eleitorado potencial da oposição (e da base social desta), o ideal a partir de 2011 seria um governo igualzinho ao de Lula, só que sem o PT. Nem é por resistência aos programas sociais, hoje consensuais por convicção ou conveniência. É mais por causa da dúvida sobre os reais compromissos estratégicos do partido com a democracia representativa e a economia de mercado. E não necessariamente nessa ordem.
Daí por que o nome de Henrique Meirelles pode agregar valor eleitoral a Dilma. Ele traria eventualmente também algum desgaste, caso a oposição decidisse colocar em debate o modelo econômico de escravidão financeira, farra cambial e baixo crescimento. Mas quem disse que a oposição está interessada em ir por aí? Ela parece mais empenhada é em vender-se como confiável à turma de sempre.
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