quinta-feira, 24 de março de 2011

Análise

Inflação não está concentrada em alguns itens, diz banco

A inflação não está concentrada em alguns itens, como em alimentos, educação ou transportes, mas disseminada pela economia, na opinião da economista Laura Haralyi, do Itaú Unibanco.

- Desde outubro do ano passado, com a retomada da inflação, itens isolados têm sido destacados como vilões, como se a pressão de preços fosse algo pontual. No quarto trimestre de 2010, foi a alta de alimentos; em janeiro, a concentração desfavorável de preços administrados e, em fevereiro, os custos com educação. Esses foram fatores relevantes para os resultados de inflação do período, mas não minimizam as sinalizações dos demais indicadores de maior disseminação dos reajustes de preços pela economia e deterioração das expectativas - diz ela.

Ontem, por exemplo, o IBGE explicou que a alta das passagens aéreas pesou no resultado do IPCA-15 de março (prévia da inflação oficial, que subiu 0,60%), mas a economista acha que esse reajuste não justifica nem o nível nem a dinâmica da inflação corrente.

Ela prevê que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 0,70% em março, depois de ter fechado em 0,80% em fevereiro, enquanto a inflação em 12 meses, atualmente em 6,01%, continuaria subindo, ultrapassando o teto da meta (6,5%) em junho, depois de avançar para 6,25% em maio.

Apesar dessa aceleração ser esperada pelo mercado, a economista diz que a permanência em níveis altos por vários meses "pode elevar os riscos de maior indexação formal e informal de preços e aumentar a inércia inflacionária".

Fonte: Cpluna Mírim Leitão/Globo

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