Se conselho fosse bom não se dava, seria vendido, mas nada custa alertar quem imagina ter tudo sobre controle, o laboratório da conspiração já surpreendeu muitos governos, quando muitos imaginam que o mar estar sereno, surge as trovoadas e tempestades ocasionias.
Se o PMDB não é visto como um bom parceiro, se não ajuda como aliado, imaginem os senhores tê-lo como inimigo.
O PMDB ao longo do tempo tem amordaçado uma boa parte do governismo, com seu fisiologismo pragmático tem deixado engessado quando deseja o poder, Lula sabe disso, FHC jà viveu esses constrangimentos, será que Dilma pelo fato de ser mulher vai receber tratamento diferenciado?
Aposto que não, na história do parlamento republicano o PMDB é a sigla que melhor profeça a oração de São Francisco, aprendeu com genialidade professoral a lição do toma lá, dá cá.
Não é bom ter o PMDB como amigo. Pior ainda tê-lo como inimigo, o aviso está dado.
A presidente eleita, Dilma Rousseff, como afirma a colunista Maria Inez Nassif, já deve ter percebido o tamanho do barulho que o PMDB faz e a enorme capacidade do partido de desferir golpes rápidos e certeiros em seus aliados, quando o assunto é participação na máquina do governo.
Sozinho, o PT, com sua bancada de 88 deputados na Câmara, será incapaz de se contrapor a isso.
E não parece ser do perfil da eleita dar nó em pingo d'água, como conseguiu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, à base da estratégia uma no cravo, uma na ferradura, e o superbloco partidário, antes de emplacar seus objetivos já provoca sérias preocupações ao planalto central.
O PMDB neste inicio de governo pra quem imaginava estar conformado com o advento da vice-presidência na mão de Michel Temer, deve se acostumar com outras barganhas do partido; enquanto não se der por satisfeito vai amargar igualmente a jiló.
Escrito por aluiziolacerda às 15h58
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
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