sábado, 30 de outubro de 2010

DILMA E SERRA NO ÚLTIMO DEBATE DE CAMPANHA

Serra e Dilma encerram campanha em
debate sem confronto na Rede Globo

TV Globo

DILMA E SERRA NO ÚLTIMO DEBATE DE CAMPANHA


Foi "soft" e "didático" , sem confronto, o último debate de campanha, promovido nesta sexta (29), entre os dois candidatos à Presidência. A plateia em formato de arena, as perguntas de eleitores indecisos de todo o país, clicadas aleatoriamente num telão e depois dirigida pessoalmente aos candidatos, ajudaram no clima "paz e amor" e promessas mil. Três funcionários públicos questionaram os candidatos, a primeira reclamou aumento: Serra "enrolou" como diz sua adversária, que também enrolou, com a habitual promessa de valorizar o funcionalismo. O tucano falou da necessidade de concursos - uma questão que toca na turma terceirizada do PT no governo - e traumatiza uma legião de brasileiros em busca de emprego estável.



Corrupção passou ao largo - Finalmente, um jovem advogado perguntou sobre corrupção, mas não esquentou o debate. Serra evita citar a ex-ministra Erenice Guerra (Casa Civil), mas lembra os "aloprados", ressaltando que "o bom exemplo vem de cima" e o combate à impunidade. Dilma cita prisões de empresários e governador pela PF, o trabalho da Controladoria-Geral da União e afirma que "é preciso punir". O meio ambiente relax do confronto que não houve não ajudou a candidata Dilma a caprichar na língua portuguesa: lembrou que é professora, mas falou "foram atingidos pessoas", "a gente que somos" e "ciclo vicioso" virou "círculo virtuoso.


"Ditadismo" e "cola": muitas propostas dos candidatos se embaralharam, numa espécie de "cola" - Dilma falando das "policlínicas" propostas por Serra. Na Educação, o tucano voltou a defender um "pacto nacional", de "dois professores em sala de aula". Dilma defendeu aumento de salário do professor. Na Saúde, Serra lembra a situação precárias das Santas Casas e filantrópicas, que dependem de repasses do governo, Dilma retomo a "Rede Cegonha", de atendimento desde a gravidez e falou das filas no SUS, esquecendo que, para Lula, o sistema é "quase perfeito". E prometeu estender a todo o país as Unidades de Pronto Atendimento do Rio (UPAs).

"Escolinha com aviõezinhos" - O cenário, com um mapa ao fundo, reforçou o esquema de "escolinha do professor Serra e da professora Dilma" - uma sucessão de promessas e números repetidos, com os "mestres" andando pela "sala". Serra citou a criação do Infocrime, cadastro nacional de crimes, Dilma falou de novo os aviões não tripulados de Israel "na guerra" (não disse contra que país) para combater o crime no Brasil. O tucano rebateu a "formalização" do trabalho conquistada no governo Lula, dizendo que 50% dos brasileiros continuam na informalidade. Dilma esqueceu de novo que é herdeira do governo Lula na questão sobre Agricultura, dizendo que "não tem educação nem habitação de qualidade no campo". Serra reforçou a importância da agricultura familiar, no tom didático de velho professor. Outra promessa da candidata do governo: desonerar a folha de pagamento numa reforma tributária, prometendo aumentar o limite de faturamento do Super Simples. Serra aliás, disse que "não é simples" uma reforma tributária.

O gongo da meia-noite - Na questão do Ambiente - pergunta de um indeciso do Pará - Dilma reafirma "compromisso de tolerância zero" com desmatamento que não significa "desmatamento zero". Serra prometeu oferecer "alternativa econonômica para a população combater'' (o desmatamento). Uma operadora de telemarketing indecisa reclama que tem "valão onde mora". Dilma acha "uma vergonha o Brasil do século XXI ter problema de saneamento". Serra defende uma força nacional de defesa civil para socorro em caso de calamidades, quando entrou a questão das enchentes. Dilma diz que "já começou a resolver" e "vai investir em dragagem". A "explanação" dos candidatos virou uma "apostila" de propostas para os indecisos decorarem antes de votar. O final da "aula" se aproxima: o "debate" deve terminar antes da meia-noite, como determina a legislação eleitoral e acontece nos contos de fada - é nessa hora que as carruagens viram abóbora. Faltou "cascudo" nessa escolinha noturna da Globo.

Fonte: Blog do claudiohumbertto

Nenhum comentário:

Postar um comentário