Ministro do STF libera piada sobre políticos na eleição
Alan Marques/Folha
Ao aprovar a lei eleitoral, em 1997, os congressistas produziram uma piada. Proibiram os humoristas de fazer graça com candidatos em períodos eleitorais.
Quando os políticos se levam assim, tão a sério, o humor como que adquire vida própria. Torna-se negro e foge das mãos dos profissionais do ramo.
Numa tentativa de devolver aos verdadeiros humoristas o direito à graça, a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão foi ao STF.
Requereu a declaração da inconstitucionalidade do inciso 2º do artigo 45, o pedaço da lei eleitoral que impôs a desgraça.
Em decisão liminar (provisória), o ministro Carlos Ayres Britto suspendeu os efeitos da piada congressual.
Com essa decisão, os humoristas foram liberados para fazer piada sobre os políticos sem a concorrência desleal que seus alvos tentavam impor.
O despacho de Ayres Britto será levado ao plenário do STF, que pode mantê-lo ou não. Espera-se que o tribunal trate o humor com a seriedade devida.
- Siga o blog no twitter.
Escrito por Josias de Souza
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Assinar:
Postar comentários (Atom)









Nenhum comentário:
Postar um comentário