Karl Marx falou primeiro e Lenin repetiu: a História só se repete como farsa. Seria bom, assim, que certos políticos e alguns cronistas parassem com essa moda de supor Minas e São Paulo em conflito. O que aconteceu nos idos de 1932 não se reproduz mais. A batalha do túnel, vencida pelos mineiros, encerrou o sonho constitucionalista, que muitos rotularam como separatista, sem a certeza de ter sido.
É bobagem imaginar que Minas rejeitará José Serra, paulista, porque Aécio Neves, mineiro, retirou-se da disputa. O governador de São Paulo poderá muito bem perder a eleição, mas terá sido por razões muito menos geográficas do que políticas. Pior ainda parece imaginar que os mineiros votarão em Dilma Rousseff porque ela nasceu em Belo Horizonte. A candidata dispõe de excelentes condições para vencer, mas por motivos diversos, o maior deles pela indicação do presidente Lula. Aliás, Dilma é tão mineira quanto o Lula é pernambucano.
Em suma, não dá para pretender uma nova batalha entre Minas e São Paulo causada por um bairrismo arcaico e inconseqüente. Até porque, se os dois estados se apresentarem unidos numa chapa única, os adversários que saiam de baixo.
ATT: A SÍNTESE FOI TRANSCRITA DA TRIBUNA DA IMPRENSA
domingo, 7 de março de 2010
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