segunda-feira, 12 de outubro de 2009

EU SOU UM ANIMAL, LOGO, SOU POLITICO



Assim como disse o grande pensador Aristóteles, o homem é um animal político. O termo política é derivado do grego antigo πολιτεία(politeía), que indicava todos os procedimentos relativos à pólis, ou cidade-Estado. Por extensão, poderia significar tanto cidade-Estado quanto sociedade, comunidade, coletividade e outras definições referentes à vida urbana.

É a partir disso, que para muitos é sinônimo de conflito, que paramos para ver o quanto "pecamos" em dizer: “Não discuto política” ou “Detesto saber de política”. Mas porque o pecado?.

Bem, de acordo com a definição acima, a palavra que muitos temem ou evitam falar é ligada ao coletivo, ou seja, gostando ou não, faz parte de tudo que nos cerca. O fato de não se gostar de candidatos ou partidos, não pode implicar na participação individual de cada cidadão na política.

É muito dificil entender, que o quanto os nossos “heróis” lutaram no passado para conquistar o chamado Sistema do Povo(Democracia) e vemos um Brasil que parece dar mais valor a essa conquista. É complicado entender alguém que vende seu voto, vota por brincadeira, ou simplesmente "acha melhor não votar". Na epóca da ditadura militar, seu pai, seu avô, sua tia, ou até você mesmo sonhava um dia poder "fazer polícia" e escolher, enfim, quem deveria assumir a representatividade nacional, estadual ou municipal.

Pois é, o fato de “não querer se meter em política” pode se situar num mesmo fato de “não tô nem ai para nada” ou “dane-se”. Uma democracia suada que temos hoje em dia nao deveria ser desmerecida, por mais que saibamos que muitos no poder em nada contribuem para saciar a fome feroz da sociedade por um lugar mais justo e curar a decepção do povo pela política.

Decepção sim, talvez ou em concreto, este seja o motivo mesmo de muitos ignorarem a política. Não julguemos. Porém o artigo alerta que o instinto humano é político, é coletivo, é social, ninguém está no mundo sozinho. Quando alguém se desarma, outros seguem. Seria interessante um dia, ver todo o Brasil nas urnas, votando consiente e seguro, sem medos ou apatias, pois errando o voto, se assume dignamente e acertando-o, o cidadão CRESCE dignamente. Logo, se você toma qualquer decisão, está fazendo um ato político
Artigo do Jornalista Marcos Calaça

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