Enviado por Ricardo Noblat -
Responsável pelos patrocínios da Petrobras, o petista Wilson Santarosa, gerente-executivo de Comunicação Institucional da empresa, transforma-se no alvo principal dos adversários do Planalto
De Ricardo Brito e Marcelo Rocha:
À cata de denúncias para impulsionar a CPI da Petrobras, a oposição escolheu um personagem-símbolo para começar a abrir o que considera a caixa-preta da estatal: a área comandada por Wilson Santarosa. Petroleiro desde 1975, Santarosa é um petista histórico que, desde o início do governo Luiz Inácio Lula da Silva, em 2003, ganhou o cargo de gerente-executivo de Comunicação Institucional.
O homem responsável por cuidar de um orçamento estimado em R$ 1 bilhão em patrocínios, comunicação, repasses a organizações não governamentais e incentivos culturais virou a bola da vez da investigação que os adversários do Planalto querem imprimir.
O pedido de criação da CPI foca em dois principais pilares. De um lado, os contratos bilionários com fornecedores da estatal, inclusive no exterior. De outro, os gastos com comunicação e cultura. A oposição avalia que mirar nos negócios sob a influência de Santarosa será mais cômodo e produzirá resultado mais imediato, frente à complexidade dos megacontratos da empresa, regidos por legislação especial. Com essa estratégia, evitam ainda, em ano pré-eleitoral, remexer na principal fonte de recursos de campanha: as grandes empresas do país.
Para justificar a criação de uma CPI, a oposição sustenta haver direcionamento político nos convênios firmados pela Petrobras. Parte desses convênios é patrocínio realizado pela Gerência de Comunicação Institucional. Exemplo disso foi o incentivo destinado a prefeituras da Bahia para a promoção de festas de são-joão. Os recursos foram canalizados por meio de uma ONG controlada por petistas. A estatal nega qualquer favorecimento político e argumenta que o repasse tem como objetivo promover a marca da empresa.
Desde 2004, o TCU abriu sete processos para investigar supostas irregularidades em gastos da área comandada por Santarosa. A maioria dos pedidos de apuração partiu de parlamentares de oposição que questionam os critérios de repasses. Assinante do jornal leia mais em: Na mira da oposição
quinta-feira, 4 de junho de 2009
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